Nos últimos anos, mais pessoas viajaram como voluntários dentro e fora do país, em busca de fazer o bem e experimentar a cultura de determinada comunidade sob o olhar de quem mora na região. Quem garante a informação é Emilia Miguel, gerente comercial da Experimento, rede especializada em intercâmbio cultural. Ela diz que embora pessoas de diversas idades procurem pelo programa de voluntariado nas agências de viagens, o perfil do público interessado é, em geral, de universitários ou jovens adultos que já fizeram intercâmbio, falam uma segunda língua e têm vontade de realizar uma viagem exótica. Dentre os 17 destinos oferecidos pela empresa, alguns dos mais procurados são Nepal, Turquia, Marrocos e África do Sul. “Na África do Sul, a maior parte dos programas recebe voluntários para trabalhar com animais, como elefantes e felinos em geral. Na Turquia, são voltados às escolas e, alguns, com cães. Os demais países têm foco no lado humano”, declara Emilia. Para participar de um voluntariado, geralmente é preciso dominar o inglês. Entretanto, cada região tem um programa diferente. “No Nepal, por exemplo, o grupo que recebe o voluntário saberá falar o inglês”, afirma. Conforme explica, no pacote da viagem podem estar inclusas aulas sobre o idioma local, além da passagem, hospedagem e alimentação. Para um voluntariado de oito semanas no Marrocos, a viagem tem um custo médio de US$ 2.400, já com o curso de árabe. Os gastos com transporte são praticamente nulos, pois o voluntário permanece numa comunidade pequena e não será preciso se deslocar com muita frequência. “Essa é uma viagem que costuma ser acessível, mas não tem conforto. É uma viagem recreativa, de descanso e turismo, mas simples” acrescenta a gerente. Os programas são oferecidos a partir de um período de duas semanas, em agências especializadas. O pacote é montado pela empresa conforme o objetivo do interessado, que pode optar por realizar o trabalho em mais de uma comunidade ou fazer uma viagem acadêmica por um tempo e passar a outra parte como voluntário. O viajante só precisa estar atento à questão do visto, para ver se consegue realizar as duas opções. “Essa é uma experiência única, pois o contato que se tem com a cultura e as dificuldades de uma população é diferente. Quem é voluntário volta com uma bagagem espetacular. Para embarcar nesse tipo de viagem, a pessoa precisa estar com o coração aberto para conhecer um país com o olhar de quem mora lá. É uma viagem que vai além das fronteiras”, destaca Emilia.




Veja também

#DepoisDaQuarentena: 5 dicas para o que fazer quando o isolamento acabar

NOTA DE RETRATAÇÃO

Reserva online