Viagem e Turismo

Viagem ao Vietnã

Por Administrador em 14 de Abril de 2015

Se você gosta de visitar países que não estão no roteiro tradicional de turistas, o Vietnã pode ser uma opção interessante. Leia a seguir a entrevista com a blogueira Patrícia Takehana, autora do blog Bagagem de Memórias (http://www.bagagemdememorias.com/) sobre sua experiência em viagem ao país. Deville: Quais são os costumes no Vietnã? Patrícia Takehana: Diferente dos outros países do sudeste asiático, não tem um templo em cada esquina e monges caminhando pelas ruas, mesmo o budismo sendo a principal religião do Vietnã. A influência francesa ainda é visível na arquitetura e nos crepes servidos no café da manhã (o país foi colônia da França). As pessoas levam uma vida tranquila, sem muita correria e estresse. É comum ver um grupo de pessoas sentadas em banquinhos na calçada jogando conversa fora o dia todo, mesmo nas grandes metrópoles. Os vietnamitas são simples, de sorriso fácil, muito gentis e solícitos. Conseguir uma informação nas ruas não é difícil, mas é preciso ter atenção aos golpes (em especial táxis com taxímetro adulterado ou agências de viagens que te vendem gato por lebre). Deville: Houve alguma situação engraçada que você viveu em relação à cultura local ou à forma como o Vietnã funciona? Patrícia: Nos meus primeiros dois dias no país eu morria de medo de sair do local em que estava hospedada e ter que atravessar uma rua. O trânsito no Vietnã é algo insano, principalmente em uma cidade grande como Ho Chi Minh (antiga Saigon), que foi por onde eu comecei a explorar o país. Chegar na calçada do outro lado é uma verdadeira aventura! São poucos carros e infinitas motos pelas ruas. Nunca vi tantas motos (desde então eu nunca mais reclamei do trânsito de São Paulo). Para ajudar, faixas de pedestre e a luz vermelha dos semáforos não significam nada, mesmo em avenidas. Nos primeiros dias eu esperava algum morador local atravessar a rua e grudava nessa pessoa até eu chegar do outro lado. Teve até um senhor que atravessou a rua para me oferecer ajuda, me levou para o outro lado e voltou a sentar em seu banquinho na calçada. Depois de algum tempo entendi que fazer contato visual com os motoqueiros e caminhar com calma até o outro lado, sem nunca dar um passo para trás ou sair correndo era o segredo. No Vietnã, as motos magicamente vão desviando de você. Deville: O que é diferente lá? Patrícia: Muita coisa é diferente do Brasil, começando pelo fato de que o país vem se recuperando de uma guerra recente e essa história ainda está fresca nos museus e na cabeça das pessoas. A comida vietnamita é exótica e deliciosa. O tradicional pho com muito coentro é item obrigatório e a culinária está repleta de legumes e verduras refogados, carnes bem temperadas, muito arroz e influência asiática no geral. Para os mais aventureiros nas refeições, tem insetos fritos e carne de cachorro. As paisagens do Vietnã são únicas, principalmente Ha Long Bay, que está entre as Sete Maravilhas Naturais do mundo e o título é merecido. Realmente, é de cair o queixo! Deville: Poderia contar sobre uma experiência interessante que teve no Vietnã? Patrícia: Uma das experiências mais interessantes que tive na viagem ao Vietnã foi em Sapa, que fica ao norte do país, quase fronteira com o Laos. Fiz dois dias de trilhas pelas montanhas, passando por enormes plantações de arroz, rios e vilas locais. Minha guia era uma mulher super simples da tribo Zao, com um inglês fluente aprendido em cerca de um ano em conversas com viajantes, apesar de não saber escrever o próprio nome eu sua própria língua. Passei a noite em uma tribo local, em uma casinha de madeira onde o jantar foi feito na fogueira, no meio da casa, assim como a bebida destilada feita de arroz. As tribos são formadas por pessoas felizes que vivem em uma realidade completamente diferente. Um povo que mede suas riquezas com base na quantidade de arroz e de porcos que tem em casa, que ainda cortam árvores e as carregam por quilômetros para construir as próprias casas (inclusive as mulheres) e que têm nas mãos e no rosto as marcas de uma vida de trabalho duro, mas um coração grande e cheio de simplicidade. Deville: Quais são suas dicas para quem vai ao Vietnã? Patrícia: Várias pessoas me falaram que as cidades grandes são perigosas e havia muitos casos de furto. Sinceramente, eu me senti segura andando pelas ruas, mas valem as precauções de sempre – não andar com objetos de valor no bolso traseiro, prestar atenção às bolsas, conferir sempre o troco, etc. O Vietnã é relativamente grande e opções de lugares para ir não faltam. Um bom planejamento é fundamental para aproveitar bem o tempo e tudo o que o país tem a oferecer. Gostou? Conheça também mais dicas da blogueira sobre o que fazer no Vietnã e leia também outra matéria sobre destinos, detalhando as maravilhas que a Tailândia reserva para você. FOTO: Patrícia Takehana




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