E como não amá-la? Às margens do Sena, se ergueu uma cidade mágica. Cenário de inúmeros filmes, inspiração para muitos artistas, desejo de muitos viajantes. Paris têm algo diferente no ar, alguma coisa que não existe em nenhuma outra parte do mundo: uma mistura de vinho com perfume francês. É arrebatadora, como todas as paixões nascidas ali. A professora de francês Louise Bianchi afirma que Paris é encantadora porque “são muitas cidades em uma, cada ‘quartier’ é um universo completamente diferente do bairro ao lado”. É verdade, existe um pedacinho de cidade luz para cada gosto: de aventureiros a fashionistas e de românticos inveterados a amantes da alta gastronomia, todos podem encontrar em Paris o lugar perfeito para viver intensamente suas paixões. Além de conhecer outra cultura e outra língua, ir à Paris é fazer também uma viagem ao passado; palco de revoluções, movimentos artísticos, histórias de amor e de guerras, a cidade guarda em inúmeros museus e monumentos suas memórias. Para não perder nada, a dica é comprar a “Carte Musée et Monuments”, válida em 65 museus e monumentos da cidade. Para explorar bem o Louvre, vale visitar cada uma das três galerias em um dia diferente. Depois, atravesse a rua e aproveite o Museu d’Orsay, uma antiga estação ferroviária que, hoje, abriga obras de Monet, Renoir e Van Gogh. Já no Museu Salvador Dalí há várias cartas, pinturas e esculturas do surrealista, enquanto um museu dentro de ruínas romanas, o Hôtel de Cluny, guarda a história da arte medieval e o Musée Carnavalet conta a história de Paris. museu_dorsay.jpg Museu d´Orsay Não por acaso, a capital francesa se tornou no imaginário coletivo a cidade dos apaixonados. Lúdica, é o melhor lugar para ver la vie en rose emum fim de tarde de verão. O poético bairro de Montmarte, cheio de ruelas, escadas, bares e restaurantes é, sem dúvida, a escolha perfeita para um casal enamorado. Com a melhor vista da cidade e a bela Catedral de Sacré-Coeur é, para a psicóloga Isabel Dedecek, um passeio imperdível. “O bairro e a vista da Igreja são lindos. Parei no gramado e fiz um piquenique, com direito a vinho rosé!” conta. Quem deseja conhecer o lado “cabaré” de Paris, precisa visitar Pigalle, o berço do can-can, um dos locais preferidos da juventude parisiense. Hoje, o bairro abriga sex shops, danceterias, bistrôs, bares de strip-tease e casas noturnas como o famoso Moulin Rouge que, desde 1889, tem belas mulheres fazendo espetáculos coloridos e extravagantes. O Le Lido, no coração da Champs Elysées, e o Crazy Horse, também valem uma visita. Quem curte passeios diferentes, pode conhecer os Egouts de Paris – isso mesmo, um passeio pelos esgotos da cidade ou, então, conhecer o Cemitério do Père Lachaise, onde foram sepultados Jim Morrison, Allan Kardec, Balzac, La Fontaine, Molière, Oscar Wilde, Edith Piaf, os Irmãos Lumiére, Chopin, entre outros. Apesar de ser um cemitério, o clima é bastante agradável, adolescentes fazem piqueniques e namorados passeiam por lá. Se isso não te botar medo, vai adorar visitar Les Catacombes, uma assustadora viagem por quilômetros subterrâneos cheios de ossos humanos. pere_lachaise.jpg Cemitério Père Lachaise Se as parisienses são as mulheres mais elegantes do mundo, um roteiro de compras não poderia ficar de fora. Os ateliês de estilistas famosos e lojas de grife estão na Rue du Faubourg, enquanto o endereço da alta-costura é a Avenue Montaigne e as melhores joalherias são encontradas na Place Vendôme. Moda prét-à-porter tem em Saint Germain des Prés e as lojas de departamento estão nas Galeries Lafayette, La Samaritaine e Printemps. Quem quiser trazer para casa uma raridade deve vasculhar os mercados de pulgas franceses, como o Marché aux Puces de Clignancourt, o Marché aux Puces de Vanves, o Marché d´Aligre e o Le Puce au Design. A professora de francês dá, ainda, uma dica valiosa para os futuros visitantes da cidade luz, “algo que não está nos guias e, geralmente, apenas moradores conhecem: o percurso do ‘atelier portes ouvertes’, que acontece a cada três meses e, provavelmente, esteja acontecendo em um bairro do norte ou nordeste parisiense durante uma visita à cidade”. Seguindo um mapa, é possível encontrar ateliês de artistas do bairro. Nesse dia, muito simpáticos, eles abrirão as portas para mostrar o seu trabalho (e eventualmente vendê-lo), bater um bom papo e tomar um chá ou cafezinho. “A melhor parte é a oportunidade única de conhecer o bairro por dentro, entrar nas ruelas e nos pátios dos prédios”, afirma Louise. Além do Arco do Triunfo e da Torre Eiffel (paradas obrigatórias), uma imensidão de pequenos eventos enche a cidade de movimento e graça. Segundo o jornalista e apresentador Felipe Macedo, “os artistas de rua são uma atração à parte: caminhando pela Champs-Élysées encontra-se desde um show de dança até um excêntrico mascarado assustando as pessoas”. Para o jornalista “esses pequenos detalhes, realmente, fazem valer a visita”. champs_elysee.jpg Champs-Élysées Macedo ressalta que “a França por si só tem uma grande diversidade que encanta, mas Paris é uma cidade cheia de turistas, a cada esquina um idioma é ouvido, uma nacionalidade diferente é revelada”. A capital francesa atrai tanta gente que não poderia deixar de ter um defeito: “as filas… Para tudo!” adverte Isabel Dedecek. Questionado sobre algum ponto negativo da cidade, o apresentador denuncia: “a limpeza não é a das melhores e alguns franceses fazem valer o estigma criado”. Pudera, Paris é uma cidade grande, os franceses têm pressa de chegar em casa ou ao trabalho, assim como nós, mas precisam enfrentar uma multidão de turistas diariamente. Além disso, eles perceberam que ser um pouco reclamão dá resultado; de tanto “reclamarem” da vida, do emprego e da política, a França se tornou o país que é hoje. Por se manisfestarem sempre que algo estava errado, o povo francês conquistou muito poder e serviços públicos gratuitos e de boa qualidade. Se você não resistir a todo o encanto parisiense e resolver morar por lá, aproveite, não vai gastar um centavo com seguro saúde, previdência ou escola e terá à sua disposição ciclovias e metrôs infinitamente melhores do que os que conhecemos. fotos: Creative Commons – Flickr




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