Naquelas aulas de história do ensino médio, você certamente pensou que seria muito mais fácil aprender sobre o contexto e as consequências da Revolução Cubana se pudesse passar uma tarde passeando por Havana. Você não foi o único. Aliás, tanta gente cresceu pensando nisso que “ir até Havana estudar história” acabou se tornando um roteiro turístico. Assim como viajar até a Grécia para estudar filosofia, ir à Alemanha para aprender sobre cervejas e tantos outros roteiros de aprendizado. São as viagens de conhecimento, cada vez mais populares entre aqueles que não se contentam com a calmaria de um resort ou a correria de um tour pela Europa. Havana De acordo com o sócio da agência Latitudes, Alexandre Cymbalista, o objetivo é agregar algo além do destino em si e aproveitar de uma forma mais intensa, embora mais tranquila. O tema é então a atração principal. Os destinos são conseqüência. Não há melhor lugar para discutir filosofias orientais do que a Índia ou o Nepal, por exemplo. “As pessoas recebem uma série de informações numa viagem normal, mas não existe nenhum diálogo”, diz Cymbalista sobre a principal diferença entre viagens “normais” e viagens de conhecimento. Segundo ele, essas informações somente serão transformadas em conhecimento se houver uma troca, um debate. “Nas viagens de conhecimento, você normalmente tem mais tempo nos lugares, muito mais diálogo, muito mais tempo para absorver as informações e tem outras pessoas com o mesmo interesse que você”, explica o empresário. Outra diferença é a duração das viagens: em média, 15 dias. Mas algumas chegam a durar de 20 a 25 dias, enquanto outras são mais curtinhas, durando dez dias. Roteiros para quem? Mas quem trocaria férias de descanso por férias de aprendizado? Cymbalista reconhece que este tipo de viagem não é uma demanda de massa e que, possivelmente, nunca será. Mas, segundo ele, este nicho de mercado ainda pode crescer muito. “As pessoas se relacionam muito bem dentro do grupo e acabam voltando, muitas vezes com amigos”, conta. A composição dos grupos está diretamente relacionada aos temas, mas, em geral, homens e mulheres de diversas idades têm demonstrado interesse nas viagens de conhecimento. O único ponto que o empresário diz ser essencial na hora de decidir entre uma viagem comum e uma de conhecimento é o seu interesse no tema: “Não adianta você querer ir para a Grécia pensando em ilhas gregas quando a gente vai discutir história e filosofia”. Conheça algumas opções de roteiro: Bem-vindo a Cuba CervejaUma boa oportunidade para os que se sentem fascinados pela história da ilha socialista da América Latina. Acompanhados por uma geógrafa e especialista em estudos latino-americanos, os participantes poderão aprender um pouco mais sobre Cuba passando por Havana, Trinidad, Cayo Coco e Santa Clara. Na terra da cerveja Passando por Alemanha, República Tcheca e Bélgica, os participantes tem a oportunidade de aprender mais sobre os ingredientes e o processo de fabricação das cervejas, além de ter contato com as cervejarias artesanais, os mosteiros que ainda produzem cervejas especiais. O céu do Atacama Se prédios e luzes das cidades atrapalham aqueles que querem saber mais sobre os segredos do céu, nada melhor do que um deserto para aprender mais sobre astronomia. Nessa viagem, os participantes tem essa oportunidade, além de poderem apreciar as belas e únicas paisagens formadas principalmente por causa das cores do céu do deserto. Atacama Alexandre Cymbalista é sócio da Latitudes – Viagens de Conhecimento, agência especializada em roteiros turísticos guiados por especialistas e com foco no aprendizado.




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