Seja a trabalho ou a passeio, nenhum viajante está isento de passar mal longe de casa. Uma dor de estômago por ter experimentado algo diferente, dor de garganta ocasionada pela mudança do clima e até uma disfunção mais grave do organismo podem levar uma pessoa a visitar o hospital durante a viagem. Quando o incômodo passa de um simples mal-estar e é preciso procurar ajuda médica, o transtorno gerado por não saber onde buscar assistência pode trazer ainda mais dor de cabeça para quem está doente. Principalmente em viagens ao exterior. No Brasil, o jeito é recorrer à rede credenciada ao plano de saúde, ou ir até a unidade mais próxima do Sistema Único de Saúde (SUS). Para os usuários de planos particulares, o atendimento será realizado de acordo com o contratado. Para quem vai ao exterior, é necessário ter em mente que o plano de saúde abrange somente o território nacional. Resta decidir, então, entre contratar um serviço de assistência médica internacional, ou arcar com os custos de um hospital ou médico local por contra própria. Anna Angotti, gerente da Isis – Assistência Médica Internacional, explica que mesmo na Europa, onde todos os hospitais são públicos, os estrangeiros precisam pagar pelos serviços médico-hospitalares caso necessitem. “Já nos Estados Unidos, para se ter uma ideia, a operação de apêndice custa em torno de U$ 20.000″, afirma a gerente. Apesar de exigirem o visto para a entrada de estrangeiros no país, o seguro de viagem não é uma obrigatoriedade para quem passa por lá. Por isso, contratar uma assistência internacional funciona como uma medida preventiva a quem viaja. “Nós recomendamos para que façam a assistência mesmo que não obrigatória, pois a saúde é o assunto mais sério e mais importante da vida das pessoas”, diz Anna. Ao contrário dos Estados Unidos, os países europeus participantes do Tratado de Schengen – acordo feito entre quase 30 nações para abrir as fronteiras e permitir a livre circulação de pessoas entre os povos participantes – determinam que os estrangeiros apresentem um seguro de viagem com cobertura mínima de € 30.000,00 ao entrarem no continente. Outros lugares, como a Austrália, exigem do visitante, no mínimo, um contrato com o plano de saúde do governo antes da chegada ao país. Esse seguro cobrirá parte das despesas em atendimento médico-hospitalar e a outra terá de ser paga pelo turista, ou residente temporário, se for utilizado. O que fazer para ser atendido? Ao contratar uma assistência médica, o usuário receberá atendimento em caso de emergência e acidente. Para dar entrada no serviço, é necessário ligar para a central, que irá fazer todos os ajustes necessários. Dependendo da empresa contratada no Brasil, a ligação poderá ser feita a cobrar e o atendimento será realizado em português. Após a ligação, o atendente fica responsável por fazer todos os contatos necessários para liberar o atendimento e encaminhar o usuário para o hospital mais próximo, ou enviar um médico para atender o paciente em domicílio. Anna, ainda diz que caso o turista vá direto para o hospital, ele poderá realizar o contato com a central de dentro do estabelecimento e o mesmo procedimento será seguido pelos atendentes.




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