É inevitável passar pela alfândega ao entrar e sair do país. Histórias de outras pessoas, experiências já vividas ou não ter o domínio de outra língua fazem muitos sentirem receio ao enfrentarem os agentes de imigração, cachorros farejadores e os equipamentos de raio-x. Por isso, manter a calma e cumprir todas as exigências feitas pelo país de destino fazem toda a diferença nessa hora. Larissa Serrano, gerente de loja da Student Travel Bureau (STB) São Paulo, diz que a recepção nos aeroportos de cada país é diferente. “O Canadá parece tranquilo. Nos EUA, varia entre as cidades. Los Angeles é uma das mais exigentes. Já a Inglaterra é mais complicada e na Espanha, tivemos alguns incidentes no passado”, acrescenta. Mas, para ficar longe dos problemas nas viagens de turismo, a negócios ou estudo em qualquer lugar do mundo, a gerente passa um check list para o viajante atender a todas as obrigações com o governo local e diminuir as chances de precisar bater um papo com a imigração. Confira as dicas: Tenha em mãos toda a documentação: passaporte, comprovante de passagem de ida e volta, informações sobre tempo de permanência, endereço de onde ficará hospedado, autorizações e documentações específicas, se forem exigidas – como assistência médica internacional -, devem estar com o visitante na bagagem de mão. Caso os agentes fiquem com alguma dúvida, o viajante poderá comprovar, por meio da apresentação dos papéis, qual é o motivo da estada no país. “Eu sempre falo para quem vai viajar manter os documentos consigo, pois ali está a sua vida fora do país”, brinca. Na mala de mão, frascos somente até 100 ml: produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumes deverão obedecer esse padrão. Larissa diz que até os artigos comprados nos free shops têm chance de serem confiscados pela alfândega, caso ultrapassem a marca. Quem precisar transportar embalagens com medidas superiores à permitida, deverá fazê-lo nas malas a serem despachadas. Eletrônicos devem ser apresentados separadamente na esteira de raio-x: câmeras, laptops, celulares e outros aparelhos de uso pessoal precisam ser carregados na bagagem de mão. Quando chegar na esteira, é sugerido tirá-los da bolsa e colocar dentro da bacia que passará pelo aparelho. Fale sempre a verdade: antes de entrar no país de destino, será necessário responder a um questionário no avião. Por isso, preencha tudo o que for necessário e não tente esconder nada da imigração. Caso seja interrogado por algum funcionário, vale a mesma regra. Responda somente o necessário e evite brincadeiras: nem todo mundo precisará passar por isso, mas caso ocorra, esse não é um momento para fazer piadas e nem qualquer tipo de comentário além do que será perguntado. Responder apenas o essencial é a melhor forma de ser compreendido e evitar constrangimentos. Só responda o que entender: caso não compreenda alguma pergunta feita pela imigração, não prossiga e mantenha a calma. “Para quem não fala a língua do país, eles têm a possibilidade de chamar um intérprete. Só responda na presença dele”, afirma a gerente. Para medicamentos controlados, apresente uma declaração médica em inglês: para remédios de dor de cabeça, enjoo e gripe, por exemplo, não é necessário se preocupar em carregar uma receita. Mas para os restritos – como para quem faz o uso de insulina -, Larissa declara ser importante levar a receita do médico traduzida. Evite carregar alimentos, plantas, ervas e outros materiais passíveis de serem retidos na alfândega. Mantenha a bagagem sempre próxima, visível e lacrada: para não deixar que alguém coloque algo extra na bagagem e evitar surpresas ao passar as malas na esteira, a gerente recomenda manter e carregar mochilas e bolsas sempre à frente, onde será possível vê-las durante todo o trajeto. Ainda, não deixar a bagagem aos cuidados de ninguém e plastificar as malas para se precaver contra extravios. Faça as malas com antecedência: no dia do embarque deve estar tudo pronto, mas antes de sair de casa faça um check list para ver se não se esqueceu de nada.  Deixar para arrumar as malas no dia do embarque não é indicado, pois peças importantes podem ser deixadas para trás, como algum documento. No case de mão, a sugestão de Larissa é levar uma muda extra de roupa, acessórios de higiene pessoal, remédios para eventuais dores de cabeça e enjoo, algum dinheiro em espécie, contatos de emergência e uma caneta para preencher o formulário no avião.




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