O ecoturismo consiste em programar viagens e passeios a serem realizados em meio à natureza. E quando há atividades de aventuras recreativas e não competitivas envolvidas nessas excursões, o turismo passa a ser de aventura. Esportes como exploração em caverna, rapel, canyoning, escaladas, montanhismo, mergulho, rafting e paraquedismo fazem parte de uma vasta lista de opções à disposição de quem está disposto a encarar os desafios proporcionados pelo turismo de aventura. Conforme explica Eliana Leite, diretora da agência especializada em viagens de aventura, a Adventure Club, geralmente as pessoas procuram um roteiro normal e, depois de conhecer o perfil delas, os agentes sugerem a prática dos esportes como opcional. “Se você vai fazer uma viagem de ecoturismo, ele tem tudo para ser um turismo de aventura”, completa.

Dicas para um turismo seguro

E, como em qualquer viagem, sempre há incertezas, embora atividades de aventura desenvolvidas em meio à natureza possam potencializar os riscos. Para realizar um turismo seguro, a primeira dica é contar com os serviços de um operador local de confiança, certificado e que possua equipamentos novos e de qualidade. A diretora diz que a agência no Brasil se encarrega de arranjar todos os detalhes, se o turista contratar o serviço. Fica a tarefa ao aventureiro de pesquisar sobre o roteiro e o esporte a ser realizado no local, para ter certeza de que vai encarar o desafio na hora. Segundo Eliana, algumas pessoas erram na escolha por ficarem com receio ou por seguirem a dica de um amigo e depois perceberem que não era aquilo que tinham vontade de fazer. É importante tirar todas as dúvidas antes de embarcar. Também é necessário se informar sobre o seguro de viagem contratado e checar se ele cobre possíveis acidentes sofridos durante a atividade de aventura. Seguros para viagens comuns não cobrem passeios de balão na África, ou a prática de ski, por exemplo. Para ter a cobertura certa, é preciso contratar uma seguradora voltada para esportes de aventura. Geralmente, essas apólices são mais caras. Ainda, seguir as instruções do guia e utilizar os equipamentos corretos são regras básicas para ficar longe de acidentes. Para quem viaja por conta e decide se aventurar, a sugestão da Eliana é procurar um receptivo local, que faz a indicação, e não realizar a atividade sem instrução. Os riscos para quem escolhe fazer algum desses esportes sozinho aumenta, pois não contará com assistência, caso necessite, e também deixa de receber as orientações corretas sobre o destino. Eliana diz, ainda, que todos os equipamentos imprescindíveis para a realização da atividade de aventura são cedidos localmente. Mas, para quem já domina a prática do esporte e possui o próprio equipamento, algumas dessas ferramentas poderão ser usadas pelo turista, caso ele prefira. A diretora afirma, ainda, que é essencial sempre informar, durante o turismo de aventura, qual é a companhia da pessoa na viagem, para os demais saberem a quem recorrer, caso algo aconteça com o viajante.




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