Viajar de avião nem sempre é confortável. O passageiro pode sentir diversos problemas, seja quando o avião decola, estabiliza ou pousa. Os mais comuns são inchaço nas pernas, pressão no ouvido e enjoos, mas pessoas que têm doenças crônicas devem ficar ainda mais atentas aos sinais do corpo. O Conselho Federal de Medicina (CFM) fez uma cartilha em 2010, que traz informações tanto para médicos, como para passageiros e tripulantes. O coordenador da Câmara Técnica de Medicina Aeroespacial do CFM, Frederico Henrique de Melo, considera que as dicas são importantes para o médico orientar melhor seus pacientes, especialmente quando há um quadro clínico de doença. Confira algumas dicas para não levar sustos na viagem: Enjoos: Quem já se sente enjoado em viagens de carro, ônibus e navio, tem grandes possibilidades de sentir o mesmo no trajeto do avião. Evite ingerir comidas gordurosas e muitos líquidos, pois facilitam o aparecimento do enjoo. Outra opção é sentar-se nos assentos mais próximos à asa, que são o local menos turbulento do avião. Pressão no ouvido: Aquela mesma sensação de quando se sobe a serra de carro pode aparecer na hora do pouso. Portanto, esteja munido de chiclete ou use o truque de fechar o nariz e assoprar. Inchaço nas pernas: Procure esticar as pernas e movimentar a panturrilha e os pés. Em viagens longas, opte pelo uso de meias elásticas. Jetlag: O terror das viagens internacionais causa cansaço, sonolência, dificuldade para dormir, irritabilidade e incompatibilidade entre a fome e os horários das refeições. Por isso, procure iniciar gradativamente a adaptação ao horário do destino de três a quatro dias antes de viajar. Medicamentos só devem ser tomados com orientação médica. Gravidez: As gestantes devem evitar voos longos e é importante visitar o médico antes da viagem. A partir da 36ª semana ou da 32ª para gestações múltiplas, a grávida necessita de uma declaração do seu médico para voar. Já na 38ª semana para frente, o embarque só pode ser feito acompanhado dos médicos responsáveis. Não devem voar: pessoas com doenças cardiovasculares como insuficiência cardíaca grave, angina instável, taquicardia ventricular ou supraventricular não controlada, ou com doenças respiratórias como pneumonia, tuberculose e casos graves de asma brônquica.




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