Pegar o city tour, fazer o aluguel de um carro ou usar ônibus ou metrô nas grandes cidades? Essa é uma dúvida de muitos turistas na hora de viajar. Por isso conversamos com o blogueiro Erik Araújo, do blog de viagens Jeguiando (http://jeguiando.com/), que conta um pouco sobre sua experiência a respeito disso. Blog Deville: Qual é a sua opinião a respeito de pegar city tour em cidades turísticas no geral? Erik: O uso dos city tours traz a vantagem de conhecer rapidamente a geografia local, os principais pontos turísticos. Claro, a decisão sobre valer a pena ou não varia de cidade para cidade. É válido principalmente quando eles são bem estruturados e com múltiplas linhas turísticas. Lá fora não faltam exemplos de cidades que possuem ônibus HopOn-HopOff. Algumas cidades que visitamos durante nossa travessia do Canadá (no projeto Jeguiando Across Canada) ofereciam esse serviço. Halifax (Nova Escócia), Toronto (Ontario), Ottawa e até Vancouver contam com esse serviço. Essa é uma excelente opção, já que você como turista não fica confinado ao ônibus e tem liberdade para explorar os pontos expostos pelas empresas. No Brasil, a famosa linha turística de Curitiba (PR) é a opção mais próxima desse modelo. Blog Deville: E quais foram as vantagens e desvantagens de pegar o city tour em Curitiba? Erik: A vantagem primordial foi o serviço eficiente, prático e extremamente acessível. Com o passe, o passageiro pode realizar o reembarque até quatro vezes, o que convenhamos, está de ótimo tamanho para um tour. Você nem precisa se preocupar para onde está indo. Simples assim: você consulta o mapa, sabe aonde deseja ir e, ao chegar ao ponto anunciado, continua seu passeio livre, leve e solto. A desvantagem é a ocupação do ônibus, que em alguns momentos realmente fica cheio. Blog Deville: E a respeito de pegar transporte coletivo ou carro na cidade? Erik: O coletivo, no caso de Curitiba, é o que opera o city tour. O carro dá a liberdade plena de locomoção ao turista, mas vem com a herança maldita que todo carro possui: problemas com estacionamento, flanelinha, trânsito e muitas vezes os loops causados pelo GPS. O transporte com o carro sempre tem o custo adicional do seguro, combustível e eventuais estacionamentos, o que o torna uma opção não tão econômica. Falando um pouco sobre outros locais turísticos, há cidades como Frankfurt (Alemanha) onde o aluguel de um carro pode tornar-se um grande problema, já que você terá a preocupação com a sinalização de trânsito local e em achar estacionamento. A cidade é muito mais amigável aos que se deslocam a pé, de bicicleta ou mesmo de metrôs e ônibus. Cada cidade é uma realidade a parte. Voltando ao Canadá, há roteiros em que você meio que compulsoriamente precisará de um carro. Um viajante que vá de trem até o Parque Nacional de Jasper poderá alugar um carro e usar o mesmo para explorar as estradas cênicas do território até a cidade de Banff ou Lake Louise. Um roteiro de 400 km em que o viajante poderá ver muita vida selvagem, incluindo elks (um tipo de cervo), alces, ursos negros, raposas, coiotes e outros animais. Blog Deville: E o conforto dentro do city tour de Curitiba? Erik: Para um serviço público, o conforto está na média, salvo em condições em que há uma ocupação maior que a capacidade do ônibus. Nesse caso, você terá de aguardar mais meia hora até a próxima passagem. Blog Deville: Que dica você dá aos turistas sobre city tours? Erik: O ideal é sair bastante cedo para não correr o risco de se interessar por alguma parada específica e ultrapassar o horário limite das linhas de ônibus e acabar tendo que apelar para o táxi. Os serviços de city tour são essenciais, principalmente aos que têm pouco tempo no destino.




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