Em agosto de 2014, pesquisadores da Universidade da Califórnia apresentaram, no encontro da American Chemical Society (ACS), um sensor produzido na forma de uma tatuagem, que pode monitorar a performance de uma pessoa durante o exercício e ainda produzir eletricidade por meio do suor dela. Conforme divulgou a ACS, o pequeno aparelho detecta e responde ao lactato, componente produzido pelo corpo após a queima da glicose, para manter o fornecimento de energia sem precisar do oxigênio. O fenômeno é comum em práticas de exercícios mais intensos. Isso significa que quanto mais intensa a atividade física, mais haverá produção de lactato. Por isso, esse componente pode indicar como o organismo da pessoa responde enquanto pratica uma atividade física e, assim, ajudar a prevenir doenças cardíacas e pulmonares. Para medir o lactato durante os exercícios, a equipe do laboratório de Joseph Wang desenvolveu um sensor impresso num papel de tatuagem temporária, para ser confortável na hora de usar. E por meio de enzimas encontradas no sensor, elétrons são retirados do lactato, possibilitando a criação de uma fraca corrente elétrica. Dez voluntários saudáveis testaram a tatuagem, colocada sobre o braço de cada um deles. Assim, os pesquisadores conseguiram monitorar os níveis de lactato durante o tempo em que se exercitaram, por meio da mensuração da corrente elétrica produzida na atividade física realizada em cima de uma bicicleta, durante 30 minutos. Ainda, analisaram as mudanças ocorridas no metabolismo quando o exercício se tornava mais intenso. A pequena quantidade de eletricidade gerada, que fica em torno de 70 microwatts por centímetro quadrado de pele, acontece devido à reação criada entre o sensor e o lactato. A partir disso, a ideia dos pesquisadores foi criar uma biobateria para trabalhar num possível gerador de energia, capaz de recarregar pequenos aparelhos eletrônicos no futuro. A bateria também é impressa na tatuagem. “A corrente produzida não é tão alta, mas nós estamos trabalhando para reforçá-la e, então, eventualmente, nós poderíamos fornecer energia para pequenos aparelhos eletrônicos”, conta Jia, um dos alunos de pós-doutorado do laboratório de Wang. Segundo a ACS, essa biobateria é vantajosa em dois sentidos: o de recarregar rapidamente, utilizando uma fonte de energia renovável (o suor) e segura, pois não apresenta riscos de explodir ou causar vazamentos de produtos químicos. “Esse é o primeiro exemplar de biossensoriamento eletroquímico epidérmico e de células de biocombustível que pode ser usado para uma vasta gama de aplicações futuras”, diz Joseph Wang




Veja também

5 sites para encontrar histórias incríveis de viagem

Viagens curtas de carro são opção durante a pandemia

Reserva online