Inteligência artificial é utilizada para fazer montagem com famosos e políticos, substituindo rostos e vozes em vídeos realistas

Estamos vivendo em uma época em que somos bombardeados por inúmeros conteúdos nas mídias sociais. Porém, nem sempre o que vemos é verdade – muito em razão de uma tecnologia chamada deepfake, que está trazendo preocupações éticas para as autoridades.

O deepfake permite criar vídeos falsos, mas realistas, de pessoas fazendo coisas que elas nunca de fato fizeram na vida real. A técnica que permite fazer essas montagens de vídeo já gerou desde conteúdos obscenos com celebridades até discursos mentirosos com políticos influentes.

Quais as consequências do deepfake?

O principal ponto sobre o deepfake é a linha tênue entre o que é feito para ser engraçado e acaba sendo antiético.

Esses “efeitos especiais” não são novidades, pois o cinema cria rostos e cenas no audiovisual há anos. Contudo, o deepfake oferece algo a mais, que é a facilidade de ser produzido. 

Qualquer um com acesso a algoritmos e conhecimentos de deep learning, um bom processador gráfico e um acervo gigantesco de imagens pode criar um vídeo falso convincente.

Entenda os riscos

Embora esse tipo de conteúdo não seja perfeito, são realistas o suficiente para enganar muito gente sem a devida instrução. A manipulação de imagens e vozes de políticos, por exemplo, pode gerar um compartilhamento de informações falsas de acordo com interesses próprios, fundamentadas por provas em vídeo.

Por ser difícil distinguir um vídeo real de um deepfake, há um perigo iminente sobre a democracia e a sociedade, inclusive ameaçando a credibilidade de tudo o que é publicado. 

Além disso, as criações enganosas podem prejudicar a vida de uma pessoa, seja ela famosa ou anônima.

É possível reconhecer um deepfake?

Apesar dos vídeos estarem se tornando cada vez mais reais, atualmente existem alguns detalhes que ajudam a revelar um vídeo falso. É preciso prestar atenção nos movimentos da boca, se eles correspondem bem ao que está sendo dito. Fique atento também para a própria voz: a entonação e o tom soam normais?

Além disso, é possível verificar os olhos para notar se eles estão piscando. Na maioria das vezes, os algoritmos não reproduzem bem esse aspecto nem a respiração da pessoa e muito menos o gestual de quem está falando.

Atualmente, é preciso estar atento a todo tipo de conteúdo que somos expostos nas redes sociais e na internet como um todo. Compartilhar conteúdo falso é perigoso e pode acabar com a imagem de uma pessoa, seja ela famosa ou anônima. Por isso, antes de sair por aí espalhando as famosas “fake news”, procure ir atrás da informação e verificar se aquilo é verdadeiro ou não.




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