A morte de uma criança de três anos ao ser presa pela sucção do ralo de uma piscina em Caldas Novas (GO) reacendeu o debate sobre a segurança em torno desse espaço de lazer. De acordo com o Ministério da Saúde, os afogamentos foram a segunda causa de morte e a sétima de hospitalização entre crianças e adolescentes na faixa de 1 a 14 anos. Ao todo, 1.115 crianças morreram por esse motivo – atrás somente dos traumas. O projeto de lei 7414/2010, que dispõe sobre a segurança nas piscinas, está em tramitação na Câmara dos Deputados. De acordo com o relator, Darcísio Perondi (PMDB-RS), o presidente da entidade, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), se comprometeu a apressar o andamento do projeto, fazendo com que seja submetido ao plenário até o mês de março. Entre as ações propostas pelo projeto, estão a instalação de dispositivos de segurança nas piscinas e a definição de um prazo para que as fabricantes possam se adaptar às novas regras. No texto, há algumas sugestões de dispositivos de segurança que podem evitar ocorrências por sucção, caso da tampa antiaprisionamento, botão de emergência para desligamento, respiro atmosférico, tanque de gravidade e barreiras de proteção para impedir o acesso de crianças ao espaço da piscina. O Hotel Deville Salvador se antecipou a possível legislação e implantou um botão de emergência para ocorrências. “Embora o risco seja menor em razão de termos vários ralos na piscina, nós optamos por instalar esse dispositivo para aumentar a segurança. Trata-se de um investimento muito baixo e uma obra simples, mas que pode evitar esse tipo de incidente”, explica a gerente-geral do Deville Salvador, Sandra Haas Guimarães. Para garantir o perfeito funcionamento do sistema, todos os colaboradores com acesso à área da piscina foram orientados para usá-lo em caso de necessidade. “É muito simples: basta apertar o botão que a sucção é interrompida imediatamente. Além disso, temos guarda-vidas, sobretudo na alta temporada, que acompanham o uso da piscina. Tudo com o intuito de aumentar a segurança e o conforto dos hóspedes”, ressalta. Campanha No último mês, a Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) lançou a campanha “Piscina+Segura”, com o objetivo de reduzir os acidentes com piscinas. A Sobrasa estima que as piscinas sejam responsáveis por 53% de todos os óbitos por afogamento na faixa etária de 1 a 9 anos. De acordo com a campanha, somente 5 atitudes simples podem evitar problemas: Atenção em seu filho; presença de guarda-vidas nas áreas de piscina; conhecer os procedimentos de urgência em caso de ocorrência; restringir o acesso de crianças à piscina; e, por fim, instalar sistemas que evitem a sucção de cabelos nos ralos. O projeto foca em quatro tipos distintos de perfis (pais, crianças, academias e guarda-vidas), abordando as diferentes formas para evitar ocorrências. O GRUPO A Rede Deville começou suas atividades em 1974 com o Hotel Deville Colonial, no centro de Curitiba. Desde então, vem crescendo e se consolidando como um dos principais grupos hoteleiros do país. Atualmente, atua como operador e investidor nas regiões Sul, Sudeste, Centro Oeste e Nordeste, com nove hotéis, 1.479 acomodações e mais de 1.100 funcionários. Administra o São Paulo Airport Marriott Hotel (SP), Deville Salvador (BA), Deville Porto Alegre Aeroporto (RS), Deville Rayon Curitiba (PR), Deville Curitiba (PR), Deville Maringá (PR), Deville Cuiabá (MT), Deville Express Cascavel (PR) e Deville Express Guaíra (PR). Além disso, está construindo dois novos hotéis, em Campo Grande (MS) e Campinas (SP). Todas as unidades são propriedade do grupo ou operados com contrato de arrendamento, para garantir a consistência na prestação do serviço.




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