Muitos pais e mães se dedicam ao trabalho oitos horas por dia, atualmente, e uma parcela deles também precisa viajar a negócios. Manter o bom relacionamento familiar e se fazer presente na vida dos filhos nem sempre é uma tarefa fácil para uma boa parte desses profissionais. Mas, existem algumas soluções simples que podem auxiliar os adultos a se envolverem com a rotina das crianças e dos adolescentes da casa. A psicóloga e psicopedagoga, Maria Silva T. de Sousa, diz que tudo o que os pais puderem fazer para entrar na dinâmica do filho é muito importante para o relacionamento entre eles. Além de dar tempo com qualidade quando estiverem em casa, é essencial que os pais conversem com os filhos sobre a importância do período dispensado com trabalho. Conforme explica a psicóloga, os adultos devem se sentir seguros para falar sobre gostar de trabalhar e de ter compromisso com outras pessoas. Não é aconselhado ligar o trabalho com a questão financeira, no sentido de que precisam trabalhar para garantir o estudo, roupas, alimentos e brinquedos para as crianças, pois os filhos podem se achar um peso na vida dos pais. “Os adultos não se sentem seguros em colocar para os filhos a satisfação pelo trabalho, mas fazer essa afirmação assegura que os filhos aceitem com mais facilidade as ausências dos pais”, declara. Para crianças menores de quatro anos, os adultos podem fazer essa explicação por meio da associação concreta da realidade. Por exemplo, mostrar que da mesma forma como eles gostam de brincar, os adultos se sentem felizes ao trabalhar. Em caso de viagens, montar um calendário ou materializar o tempo por meio de brinquedos, é uma boa solução para ajudar as crianças menores a terem noção de tempo. Antes de sair, mostrar ao filho quantos dias ficará fora e pedir que a cada dia ele cole um adesivo na folhinha ou retire um bichinho de pelúcia da fila, ordenada para simbolizar o período da ausência. O adulto responsável pela criança durante esse tempo, precisará ajudá-la nesse processo. Para as crianças mais velhas, o contato deve acontecer por meio de qualquer tecnologia disponível. “A distância não desconecta o pai ou a mãe do lar. Os pais que conseguem se envolver mesmo à distância, criam um elo com o filho. Quando ele tem uma prova de matemática e o adulto está longe, deve existir uma preocupação em saber como foi o teste. É estar presente mesmo distante”, afirma Maria. Porém, as videoconferências e ligações devem ser evitadas com os menores de quatro anos, pois geram ainda mais ansiedade na criança. Segundo a psicóloga, ao ver o adulto na tela, ela pode não entender o porquê o pai ou a mãe está dentro do computador e a noção de tempo fica ainda mais confusa, gerando mais saudades. Outra dica é levar a criança para conhecer o ambiente profissional, para ver a mesa onde trabalha e as atividades desenvolvidas pelos pais enquanto não estão em casa. Da mesma forma, os adultos devem visitar a escola do filho, pois para ele é importante apresentar o seu universo aos pais. Essa interação no espaço e com a ocupação um do outro gera empatia de ambas as partes.




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