Não é de se admirar que uma cidade cheia de grandiosas obras arquitetônicas, museus, canais, coffeshops liberais e mulheres em vitrines no Red Light District, seja lembrada justamente por um objeto bastante acessível e que existe no mundo todo: a bicicleta. Em Amsterdã, 40% dos deslocamentos se fazem pedalando: há ciclovias, bicicletas públicas para locação, sinais de trânsito e corredores nas vias públicas destinados apenas a bicicletas. Nas ruas holandesas é possível ver ciclistas de terno a caminho do trabalho e turistas desajeitados compartilhando a mesma paixão. No Brasil, alguns esforços para incentivar o uso de bicicletas, ainda tímidos, finalmente podem ser notados. São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba, Brasília e Porto Alegre têm grandes projetos para ampliar a malha cicloviária, instalando também bicicletários e paraciclos. Essas cidades contam com alguns programas já implantados, como empréstimo de bicicletas, em São Paulo e no Rio, o “Pedala Curitiba”, que promove bicicletadas noturnas acompanhadas por técnicos de esporte e lazer, guardas municipais e agentes de trânsito na capital paranaense. Além de ciclovias, bicicletários e paraciclos em estações de metrô e terminais de ônibus que incentiva a comutação dos residentes das cidades e ajuda a mudar a percepção da bicicleta inserida no meio de transporte da cidade, em Brasília e São Paulo. Nas regiões Norte e Nordeste do país, se destacam a pequena Afuá, no Pará, onde não há carros e todo o transporte urbano é feito por bicicletas, e Aracaju que, na tentativa de se tornar “capital da bicicleta”, possui um sistema de ciclovias com 62 quilômetros de extensão e bicicletários nos padrões internacionais. A conscientização da sociedade também cresceu e cada vez mais pessoas optam por esse meio de transporte, em prol de vidas mais saudáveis, cidades menos poluídas e trânsito menos caótico. O ciclismo ajuda a combater o estresse e a depressão, primeiramente, porque a prática de atividade física por 30 ou 40 minutos libera endorfina, substância natural produzida pelo considerada analgésico natural que reduz a ansiedade e alivia tensões, mas, principalmente, porque é divertido! Passear, evitar o estresse do trânsito, respirar um pouco de ar puro e experimentar a sensação de liberdade proporcionada pela bicicleta, faz de qualquer trajeto um caminho mais feliz. Andar de bicicleta é também benéfico para o planeta e a sociedade. Diferente dos automóveis que consomem muitos recursos naturais e poluem o meio ambiente, as bikes são movidas pela força do condutor, não emitem gases poluentes na atmosfera, não fazem barulho e contribuem para a maior fluidez do trânsito. Aos iniciantes, é fundamental pensar em algumas medidas que garantirão uma boa viagem, sem acidentes ou lesões: consultar um médico, adquirir equipamentos de segurança (capacete, luvas, adesivos refletivos, campainha e espelho retrovisor) e aprender uma série de alongamentos para fazer antes e depois do passeio.




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