Por terem um cuidado maior com a saúde e visitarem os médicos com regularidade, as mulheres vivem sete anos a mais do que os homens, em média. Para prolongar a vida e prevenir doenças, eles deveriam seguir esse exemplo e passar por um consultório médico ao menos uma vez por ano.

As informações acima são do presidente da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Carlos Corradi. “As campanhas que fazemos são para orientar os homens a procurarem o urologista e o cardiologista uma vez ao ano. No médico, eles vão fazer alguns exames, como medir a glicose, para ver se têm diabetes, e a pressão, para ver se sofrem de hipertensão, pois ambas as doenças são silenciosas”, acrescenta.

 Problemas na próstata

Já na parte de urologia, o homem irá realizar o toque e medir o Antígeno Específico da Próstata (PSA) – em tradução livre para o português -, por meio de um exame de sangue. O aumento do PSA pode ser a indicação de que há algum problema na próstata. “Desde uma infecção até um câncer. Então, temos que estar de olho”, diz.

De acordo com o médico, os homens devem realizar esses exames a partir dos 50 anos ou 45 para quem tem histórico de câncer de próstata na família, em parentesco de primeiro grau. Ou seja, quando o pai, irmão ou tio já sofreram com a doença.

“É importante fazer o exame físico, que é rápido, indolor e dura em torno de 25 segundos somente, e o PSA. Se não tiver alteração na próstata e o PSA estiver normal, o homem irá realizar esse exame uma vez ao ano, a partir dos 45 ou 50 anos. Se constatado algo diferente no toque ou no PSA, é feita uma biopsia da próstata para ver se há algo maligno ou não. Mas o aumento no PSA não significa que o paciente tenha um câncer, pode ser outro caso” explica.

 Queda da testosterona, o hormônio masculino 

Embora devam ir ao médico com mais frequência a partir da meia idade, Corradi diz que os homens precisam se preocupar com outras doenças também, principalmente as silenciosas. Além do diabetes e da pressão alta, tem ainda o colesterol e, com o passar do tempo, pode ocorrer também a baixa da testosterona.

A queda desse hormônio masculino pode acometer de dez a 20% dos homens, ao contrário do que acontece com 100% das mulheres, que após certa idade entram na menopausa. Para quem passa pela queda de testosterona, há a diminuição da libido, ou perda da vontade de ter relações sexuais, disfunção erétil, diminuição da massa muscular, os ossos ficam mais fracos, o humor se altera, entre outros problemas.

A diminuição da testosterona pode acontecer em qualquer idade, segundo o médico. E, se o homem apresentar alguns dos sintomas, pode procurar o urologista para medir a testosterona. Se for confirmada a queda, há tratamentos em gel ou com injeções para fazer a reposição.

Ir ao médico com regularidade e realizar os exames necessários é essencial para a prevenção desses problemas. Corradi diz que o ideal seria visitar o cardiologista ou o clínico geral anualmente a partir dos 40 anos e o urologista por volta dos 45 aos 50 anos, dependendo do histórico familiar.




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