Guia de Turismo soa como a profissão perfeita. Viajar, estar em contato com as pessoas, ensinar sobre a história e a cultura de cada localidade são apenas algumas das atividades exercidas por esse profissional. E o que poderia ser mais interessante do que ter a diversão como objetivo principal do trabalho? Valéria Conceição Rodrigues entrou na profissão por acaso. Um dia, um guia da agência em que ela trabalhava em Porto Seguro, na Bahia, faltou e foi ela quem recebeu os turistas em seu lugar. “Me apaixonei pelo contato com as pessoas e o prazer de mostrar um lugar tão bonito”, conta. Trabalhando como autônomo, o guia de turismo pode atuar em agências de viagem, eventos, com hospedagem ou gastronomia. E não é raro o mesmo profissional trabalhar para mais de uma empresa ao mesmo tempo. A maioria é contratada por meio de indicações. Por isso é importante estar em contato com o mercado, participando de cursos, palestras, exposições, entre outros. Quanto mais credibilidade e experiência um guia possui, maiores as chances de encontrar bons trabalhos. Os guias geralmente não podem contar com benefícios como 13º salário ou seguro desemprego. Os ganhos também variam todos os meses. Isso faz com que seja necessário que eles estejam disponíveis para trabalhar a maior parte do tempo, e sempre atentos às oportunidades. Ao ser contratado, o guia precisa obter todas as informações sobre o grupo com o qual vai trabalhar, sobre o destino e a viagem (passagens, hotéis, reservas de restaurantes, passeios e espetáculos, entre outros). É preciso também saber a quem recorrer e para onde ir em caso de emergências. O guia é responsável por ajudar o viajante em caso de doenças, acidentes e outras eventualidades. Bom humor, disposição e cordialidade são características fundamentais para este profissional, que pode passar dias acompanhando um grupo em uma viagem. Valéria aponta o cuidado com os viajantes como um dos principais pré-requisitos, “Ser paciente, valorizar o lazer das pessoas, ser um profissional de responsabilidade, para que seu passageiro nunca se arrependa de ter tido você como guia”. É preciso também levar uma vida saudável para garantir o fôlego na hora de realizar os passeios. Os guias geralmente precisam ficar atentos às mudanças de horário, altitude, alimentação, entre outros, para garantir o próprio bem-estar durante os passeios e também para orientar os viajantes. Uma das maiores vantagens da profissão são os horários, geralmente bem flexíveis. A maioria dos guias também tem a oportunidade de conhecer destinos interessantes, conviver com pessoas de diversas culturas e se divertir durante os passeios. Mas eles geralmente precisam abrir mão dos finais de semana e feriados, quando a maioria das pessoas viaja. O profissional deve ter interesse pelas viagens e disponibilidade para ficar longe de casa quando necessário. Valéria tem vários motivos para adorar a profissão, entre os principais, ela destaca, “Estar com pessoas de todas as partes do mundo, conhecer muita gente, trabalhar com a natureza, livre, trocar experiências”. A remuneração depende dos dias de trabalho, das atividades e da formação do guia. Quem sabe mais de uma língua ou realizou cursos relacionados à área, por exemplo, pode ganhar mais. O valor da remuneração varia de acordo com o empregador, mas a média é de R$ 170,00 por dia. Ainda há a possibilidade de ganhar gorjetas e comissões. O curso é procurado por pessoas de diversos perfis, entre estudantes que procuram um emprego durante o curso superior a pessoas aposentadas que se interessam por uma nova atividade. Durante o curso, é necessária a realização de um estágio acompanhado por um profissional da área, para complementar a formação. Valéria acredita em uma formação de confiança e no profissionalismo dos guias, “Faça um curso reconhecido pelo Ministério do Turismo. E trate seu passageiro como gostaria de ser tratado”.




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