O dinheiro tradicional, como se conhece em papel, já está com os dias contados. Novas formas já o substituem na maioria das transações há tempos. Uma nova realidade no que se refere a pagamentos promete levar as finanças a um outro patamar, desta vez por meio de moeda virtual. Trata-se do Bitcoin (link para https://www.deville.com.br/blog/tecnologia/o-que-e-bitcoin/). Para o professor de Finanças do Instituto Superior de Administração e Economia da Fundação Getúlio Vargas (Isae/FGV), Carlos Alberto Ercolin, o Bitcoin traz consigo uma revolução gigantesca. “Com certeza a maneira como vimos acontecer os pagamentos e trocas de moeda não mais existirão a partir do sucesso das bitcoins”, alerta.

Microsoft passa a aceitar bitcoins

Ele continua: “Ao contrário das demais, não há autoridades clássicas, como bancos centrais, dando as cartas e normatizando a moeda. O próprio mercado, neste caso, faz as funções de xerife e emissor”. O impacto do Bitcoin pode ser visto depois que a gigante Microsoft anunciou em dezembro de 2014 que passou a aceitar pagamentos através do BitPay. “Quando uma empresa desse porte começa a aceitá-la como meio de pagamentos, no mínimo temos de prestar muita atenção aos próximos passos”, opina Ercolin.

O tempo ditará o futuro da moeda

Já o professor da Faculdade de Administração, Contabilidade e Economia da PUCRS, Alfredo Meneghetti Neto, tem uma visão mais conservadora. “Por enquanto é muito cedo para haver um impacto nas formas tradicionais de circulação de dinheiro. Podemos esperar por isso talvez nos próximos cinco anos, e a partir do momento em que uma autoridade monetária possa intervir nesse mercado da Internet“, detalha.

Quais os riscos do Bitcoin?

Os atuais riscos apresentados pelo Bitcoin se concentram em um dos pontos tidos como positivos: a incerteza regulatória e legal. Como não há autoridade reconhecida como tal, o que fazer em casos de falência, não pagamento, roubo, moedas falsas. A quem recorrer? Também há a questão da sua volatilidade, com fortes altas e baixas na cotação. Apesar disso, o professor do Isae/FGV continua otimista. “Por ora, e até onde se sabe, não há muitos grandes investidores atraídos por ele, até pela falta de regulamentação. Certamente, no entanto, basta que mais empresas, como a Microsoft, passem a aceitá-lo para que, em seguida, venham os investidores, os especuladores e, por fim, as pessoas comuns. É mera questão de tempo, muito pouco tempo, pelo visto”, afirma.




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