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Mãos saudáveis

Por Administrador em 26 de junho de 2014

O ser humano dedica, geralmente, oito horas diárias ao trabalho. Muitos deles passam quase todo esse tempo sentados na mesma posição e realizando movimentos repetitivos. A consequência dessa rotina é desenvolver problemas sérios em diferentes partes do corpo, como nas mãos, punhos e antebraços. Síndrome do Túnel do Carpo, tendinite dos extensores dos dedos, tenossinovite dos flexores dos dedos, Doença de Quervain e epicondilite lateral são os nomes dados às doenças mais comuns desenvolvidas pelo homem quando ele não confere os devidos cuidados a esses membros do corpo enquanto trabalha. Fadiga e sensação de cansaço durante e após a jornada de trabalho são alguns dos sintomas a indicar o aparecimento desses problemas. O formigamento nas mãos e antebraços, a tensão nos músculos dos ombros e coluna cervical, acompanhados de dores ou desconforto, também sinalizam que algo não está bem. Rubia Marcia Benatti, fisioterapeuta especialista em fisioterapia traumato ortopédica e conselheira do Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional do Paraná (Crefito8), explica o motivo desses problemas. “Eles aparecem quando não se mantém a posição correta das mãos, punhos, braços, tronco e cabeça durante a realização do trabalho, além da ausência de pausas para repouso”, detalha. “Outros motivos são a falta de mobiliário com planejamento e adaptação ergonômica, os movimentos repetitivos dos dedos e mãos sem apoio para os antebraços e a falta de condicionamento físico”, acrescenta a fisioterapeuta. A prevenção          Segundo Rubia, com alguns cuidados e exercícios feitos durante o dia a dia no trabalho é possível prevenir as doenças ocasionadas pela rotina profissional. Assim, é necessário estabelecer pausas a cada duas horas trabalhadas, com uma duração média de oito minutos. Nos intervalos, a sugestão é realizar exercícios de alongamento parar os músculos das mãos, punhos, antebraços e coluna cervical orientados pelo fisioterapeuta. Enquanto desenvolve as tarefas diárias, frequentes respirações profundas e relaxamento dos músculos da coluna cervical e ombros também ajudam. E se a empresa oferecer o programa de ginástica laboral, é aconselhado participar. Outro fator importante para as empresas é contar com a orientação de um fisioterapeuta para adaptar ergonomicamente os móveis e instrumentos de trabalho. Para quem digita muito Como a maior parte dos trabalhadores digita muito, a fisioterapeuta orienta a sentar na posição correta para auxiliar a saúde dos membros. “Com as costas em ângulo de 90° ao quadril e joelhos, e deixando os punhos alinhados com as mãos e antebraços ao teclado”, ressalta. Para isso, o teclado precisa estar logo à frente do corpo com o mouse posicionado no mesmo nível, o descanso para o antebraço na altura do cotovelo, que, por sua vez, deve estar próximo ao corpo e o monitor equiparado à altura dos olhos. Ao realizar trabalhos manuais, um apoio deve ser utilizado nos antebraços para evitar a contração excessiva dos músculos. Nas horas de folga, os cuidados devem ser mantidos, com a prática de alongamentos e um programa de atividade física global, de acordo com Rubia. Evitar o uso em excesso de celulares, tablets e computadores, e estudar adaptações posturais e ergonômicas também em casa, para a utilização dos recursos já citados, são outras indicações da fisioterapeuta. Para quem já desenvolveu alguma doença, é preciso tratar com fisioterapia. Para não deixar o emprego, as orientações e reuniões com o médico podem definir possíveis adaptações a serem feitas no ambiente de trabalho enquanto realiza o tratamento.  




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