Ah, as merecidas férias! Ou aquele fim de semana à beira da piscina, passeando em um parque, se divertindo com os amigos. Quem sabe um futebolzinho durante a semana? Se nada disso faz parte da sua rotina, repense. Conforme a neurociência, que estuda o cérebro humano, para que ele funcione bem e por longo tempo, precisamos de equilíbrio entre as atividades, trabalho, o descanso e o lazer. Conforme o psicólogo Naim Akel Filho, que coordena a especialização em Neurociência da PUCPR, várias pesquisas apontam que o órgão foi feito para funcionar bem por 90 a 100 anos. “E a gente vê pessoas com muito menos idade sofrendo degeneração no cérebro. A neurociência tem tentado entender por que um cérebro dura mais que outro”, conta. Temos 100 bilhões de neurônios. Entre 30 e  35 anos começa a apoptose – morte natural das células. Não seria problema se, aliada a essa perda programada, não houvesse outras. Mesmo que a ciência ainda não saiba todos os motivos, alguns já estão claros e são controláveis. O uso abusivo e contínuo de álcool, cocaína e nicotina é um deles. O outro? Estresse crônico. “A natureza está nos dando uma informação fundamental: nosso cérebro tem capacidade limitada de suportar a tensão. Quando ela é constante, a vida com qualidade é abreviada”, diz Akel Filho.

Mecanismo

Quando nos defrontamos com situações de desafio, há liberação de adrenalina, aumentando nossas funções biológicas. Ficamos prontos para correr mais, ter maior resistência física, menos sono e cansaço. Esse estado de alerta, no entanto, exige demais do organismo. Então o cortisol entra em ação. Ele protege o organismo contra a ação da adrenalina, preservando os neurônios. Mas o mocinho pode virar vilão. Quando permanece longos períodos agindo no organismo, o hormônio se transforma em assassino de neurônios. E não existe outro super-herói nessa história: nenhuma substância protege contra o cortisol. Alerta de spoiler: ao contrário de outros tipos de células, os neurônios não se regeneram. Ou seja, nosso corpo está preparado para enfrentar situações eventuais de tensão, mas não para ficar constantemente exposto a ela.

A função do lazer

As situações de prazer liberam serotonina e dopamina. Ambas são fundamentais para o bom funcionamento do cérebro e de todo o organismo. Sem prazer, o cérebro experimenta um desequilíbrio neuroquímico, causa de doenças como a depressão e a ansiedade. O sistema imunológico também está atrelado a essa neuroquímica do cérebro. Quando ela está em desequilíbrio, a pessoa desenvolve também sintomas físicos. Por isso, o lazer é fundamental. “Viajar, ir ao cinema, passear, divertir-se enfim, não é apenas um modo de descansar o corpo e a mente. A relação é muito mais profunda: estamos garantindo a saúde do nosso cérebro”, afirma o neurocientista.

Saiba mais

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