Imagine a seguinte cena: o sujeito está correndo no parque e sua camiseta o informa que houve uma queda de glicose em seu organismo. Ele vai a um shopping próximo para comer e paga o açaí apenas olhando para a tela de um celular. Enquanto isso, na casa dele, sua mulher pega a última latinha de cerveja da geladeira, que identifica a falta e providencia a compra de mais um pack. Parece roteiro de um filme de fixação científica, mas é uma revolução que está mais próxima do que imaginamos e atende pelo nome de internet das coisas – ou IoT, na sigla em inglês. O conceito nasceu por meio das grandes companhias de tecnologia com o objetivo de explicar ao consumidor que tudo que se relaciona com as pessoas é passível de ser rotulado (ou tagueado, do inglês tag). A ideia é trazer informações e serviços que sejam relevantes para o dia a dia dos usuários dessa tecnologia. E cenas como as narradas acima não estão longe de acontecer. Os smartwatches estão aí para comprovar. Se no Brasil suas funções ainda são limitadas – se é que dá para dizer isso de um relógio que assume as funções do celular, monitora seus batimentos cardíacos, tem GPS e não te deixa esquecer nenhum compromisso –, em países da Ásia eles já estão sendo usados para ler as emoções do usuário quando ele vê uma vitrine, por exemplo. Os sensores captam manifestações do corpo, entre elas, sudorese, ritmo cardíaco, pressão arterial e temperatura, e o aparelho pode enviar, a critério do usuário, dados que permitem que a indústria e comércio busquem formas de melhorar a experiência dos potenciais consumidores a seus produtos ou serviços. Essa enorme indústria em potencial projeta que nos próximos 15 anos o conceito será levado ao extremo. “De uma roupa a eletrodomésticos, tudo estará tagueado para nos dar informações sobre o nosso consumo. Isso é positivo, pois nos permitirá ter um controle em tempo real de tudo que consumimos, e poderemos nos controlar de forma mais adequada”, prevê o professor Marcus Garcia, especialista em Gestão do Conhecimento e mestre em Ciência, Gestão e Tecnologia da Informação, além de pesquisador integrante dos Grupos de Estudos em Inovação Tecnológica e Educação. Você acha a perspectiva muito otimista? Não é. Pense na velocidade do crescimento e popularização dos smarthphones. Agora ficou mais realista?

Smart devices

Os smart devices, ou dispositivos inteligentes, podem ser separados em categorias. Os wearables são dispositivos para usar no corpo, como relógios, óculos, pulseiras e anéis. Os mobile devices, ou aparelhos móveis, são formados por tablets e celulares. Para uso diário, temos os móveis, veículos, eletrodomésticos, cujas facilidades serão melhoradas e ampliadas. A ideia é que os aparelhos, mesmo de diferentes categorias, comuniquem-se entre eles.

Futuro próximo

Para os próximos anos, Garcia aposta na chegada, ainda em 2016, de óculos de uso diário com integração total com a internet. Os relógios já são realidade, o que deve crescer são suas funções. A pulseira, que funciona como uma extensão do celular, projetando a tela na pele do braço – e permitindo a interação por ali mesmo – é outra que não demora. Deve estar nas lojas brasileiras lá por 2017, assim como o anel. Coisa de filme de ficção científica, de desenho dos Jetsons e, em breve, de todos nós.




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