Quem nunca brincou de caça ao tesouro? Seja a tradicional busca pelos ovos de Páscoa escondidos em casa ou nas gincanas do colégio, não importa: uma caça ao tesouro fascina crianças e também adultos. E se você acha que caçadores de tesouros de verdade só existiram na história antiga, ledo engano: a versão moderna da caça ao tesouro chama-se Geocaching, surgiu no ano 2000 nos Estados Unidos e é praticada por pessoas do mundo todo. As diferenças dessa atividade para a caça ao tesouro “tradicional”: o objetivo e os equipamentos utilizados. “Geocaching é uma ‘caça ao tesouro’ moderna que utiliza a rede de satélites e um receptor de GPS, com o objetivo de localizar os caches ou geocache”, explica Alisson Zanatta, que se dedica à prática desde 2009. Segundo ele, as coordenadas são armazenadas online, mas nem sempre são o suficiente para localizar os caches. Alguns deles estão escondidos por códigos e desafios que precisam ser desvendados pelos participantes. O tesouro dos caches Hoje, cerca de um milhão e trezentos mil caches estão escondidos pelo mundo. Mas nada de joias ou segredos para o enriquecimento: Zanatta conta que são colocados nos caches objetos de valores cotidianos, entre eles chaveiros, CDs e livros. “A escolha dos objetos colocados dentro dos caches é livre para cada pessoa, apenas existe a obrigação de colocar também um ‘livro’ para as pessoas registrarem que o localizaram”, explica. Mas há alguns objetos especiais rastreáveis, como geocoins ou travel bugs, que têm códigos e são rastreados pelo site. “Estes têm objetivos específicos escolhidos conforme a vontade de seus donos. Alguns podem ter o objetivo de dar a volta ao mundo, viajar por caches colocados em desertos ou até chegar a uma tribo indígena da Amazônia”, diz. Assim, quem encontrar caches que contêm travel bugs, por exemplo, deve mudá-los de lugar para ajudá-los a cumprir o objetivo determinado pelo dono. Geocache Motivação Não é só o fascínio pela caça a um tesouro que faz pessoas como Zanatta saírem da cidade onde residem e viajarem pelo país e, às vezes, pelo mundo. No caso de Alisson, sair de Curitiba em busca de caches no norte do Paraná, em São Paulo e em Santa Catarina também traz a possibilidade de conhecer pessoas, paisagens e locais de relevância histórica e cultural. “Isso torna a atividade muito mais atrativa. Há locais em que você pode localizar um cache que não está nos guias de viagem, mas que é muito interessante também”, exemplifica o geocacher. Além disso, o geocaching pode ser praticado com familiares e amigos, promovendo o estreitamento desses laços. Zanatta aponta ainda outra característica que torna a atividade mais interessante: “Esta é uma atividade tecnológica, mas é feita apenas ao ar livre”.




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