A constante movimentação do mercado planta uma série de dúvidas na cabeça dos profissionais por aí afora. Jovens que estão em fase de escolha de suas profissões ou profissionais já presentes no mercado, mas que não sabem ao certo o futuro de suas profissões, baseiam suas decisões nas especulações do mercado. E as últimas têm sido muito promissoras: nos próximos anos teremos tantas oportunidades, que faltarão profissionais para suprir as demandas. Será que nos tornaremos a quinta potência? Profissionais do mais diversos níveis hierárquicos e segmentos me perguntam diariamente qual é a previsão deste movimento e quais profissões se destacarão nos próximos meses ou anos. É claro que há estimativas sobre isso e, de fato, dependendo do movimento que o mercado faz, umas profissões sobem e outras descem, assim como os setores também sofrem com o sobe e desce da economia. Porém, o que me preocupa nesta questão são os profissionais que não querem obter essas informações apenas para adequar seus trabalhos e estratégias, mas sim aqueles que mudam completamente de visão e, às vezes, de profissão, tomados pelas estimativas externas. Mais ainda, jovens que não sabem que faculdade cursar e que baseados em informações do mercado escolhem suas profissões como se escolhessem uma roupa nova que está na moda. Carreira é coisa séria e seguir modismos tende a ser perigoso se isso não for, de fato, algo com que você se identifica. O que está em alta hoje, pode não estar em alta daqui a cinco anos. Já imaginou o prejuízo que isso poderia dar? E não falo apenas do prejuízo financeiro, mas sim todo o tempo que se perde estudando algo que não fará diferença lá na frente. Até mesmo porque a tendência é que haja uma saturação de profissionais em busca da mesma coisa numa determinada época, causando um excesso de profissionais especializados nas mesmas coisas, além das necessidades do mercado. deville vcem alta1.jpg Saber quais profissões estão em alta é de extrema importância. Mas é preciso entender o mercado para identificar o que continuará sendo tendência, e o que entrará em saturação num curto espaço de tempo. Não é uma tarefa fácil, mas um profissional que se preze entende o mercado de trabalho e norteia suas decisões com base no que acontece à sua volta. O ponto onde quero chegar é que não basta saber o que está em alta ou não. É preciso pensar estrategicamente e saber adequar o momento às reais necessidades do meio em que se trabalha. Desta forma, o profissional se projetará alicerçado pelo que o mercado tem mostrado a ele. Possuir informações não é o mais fundamental e sim saber adequá-las à sua realidade. Afinal, não é a profissão que deve estar em alta, mas você. Bernt Entschev é Headhunter e Presidente da De Bernt Entschev Human Capital. Há 25 anos na área de executive search, é colunista da Gazeta do Povo, Correio do Povo e do La Nación, além de comentarista de Recursos Humanos do telejornal Bom dia Paraná (RPC/Globo) e das Rádios CNB e 91 Rock.




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