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Responsável por grande parte das funções administrativo-financeiras, Renato Duarte nos conta o papel fundamental do setor em toda a Rede Deville

Para que um negócio seja bem sucedido, é preciso que todo o processo administrativo seja muito bem controlado, organizado e planejado. Para isso, o profissional responsável pela controladoria desempenha um papel importantíssimo dentro da Rede Deville.

Entrevistamos Renato Duarte, Superintendente de Controladoria da Rede de Hotéis Deville, para que você possa entender um pouquinho mais da importância do cargo e do setor para o bom funcionamento da rede inteira.

Confira a entrevista na íntegra

Quais são as responsabilidades e tarefas de um Superintendente de Controladoria?

Na Rede Deville, esse cargo acompanha as funções administrativo-financeiras, monitorando as atividades de registros contábeis, contas a pagar e receber. Em uma outra frente, também sou responsável por tarefas como:

  •         Orçamento (budget) anual da empresa;
  •         Participação junto à diretoria na análise de aquisição/construção de novos empreendimentos;
  •         Acompanhamento de todos os indicadores de resultado econômico e financeiro dos hotéis;

Qual é a importância da Controladoria dentro da Rede Deville?

A Rede Deville é, por sua origem, uma empresa patrimonialista, ou seja, todos os seus hotéis são próprios ou arrendados, sem operar por contratos de administração.

Uma das consequências dessa política é que seu patrimônio próprio é relativamente maior que o de uma administradora de hotéis, aumentando assim, proporcionalmente, a responsabilidade pelo controle deste capital.

Sob um outro ponto de vista, sendo o departamento responsável pelas rotinas de acompanhamento de resultado (orçado x realizado), podemos dizer que tenho a missão de ser o “guardião” dos números. Garantindo a veracidade dos registros e também o uso dentro do esperado de todas as verbas orçamentárias.

Como começou sua jornada dentro dos Hotéis Deville?

Minha jornada nos Hotéis Deville começou muito cedo, no mês de novembro de 1992, quando iniciei na empresa aos 16 anos no cargo de Auxiliar Administrativo.

Meu processo de admissão se resumiu em uma conversa no período da manhã entre o Gerente Contábil da época (Nivaldo) e o meu pai, que fazia a rotina de Auditoria Externa na empresa, naquele ano. Durante a conversa, o Gerente Contábil comentou que estavam precisando de alguém para trabalhar como Office-Boy, o que foi em direção ao que o meu pai queria, que era arrumar um emprego para o seu filho adolescente.

Após essa conversa, meu pai foi almoçar em casa e, no período da tarde, eu já estava no escritório central da rede recebendo os documentos para ir até o banco fazer os pagamentos do dia.

O que mudou de lá para cá?

Praticamente tudo mudou nesse período. Sob o ponto de vista macroeconômico, como exemplo, naquele ano estávamos no auge da hiperinflação no Brasil. O IPCA do ano de 1992 fechou em 1.119,09% e a moeda era o Cruzeiro (Cr$)

Internamente, a Rede Deville estava próxima da inauguração do seu primeiro empreendimento fora do estado do Paraná. O Hotel Deville Guarulhos, que depois passou a se chamar São Paulo Airport Marriott Hotel. Desde então, mais 6 hotéis foram implantados sendo que, deste total, 4 continuam operando com a marca Deville.

Qual é o aspecto que mais te agrada em trabalhar no Deville?

Logicamente, com um histórico longo como esse, o que mais me agrada na rede são as oportunidades que aparecem para quem está disposto a correr atrás delas.

Nesses mais de 26 anos, eu atuei na matriz da empresa nos departamentos financeiro, contábil, TI e controladoria. Sendo que este último departamento foi implantado na empresa por mim.

Além disso, ainda atuei nos departamentos administrativos de duas filiais da rede, em Curitiba e Porto Alegre.

Esse desafio de ter que aprender e se atualizar constantemente sempre me motivou, e fez também com que eu nunca me sentisse fazendo a mesma coisa, já que novos projetos sempre apareceram.

Você lembra de algum episódio especial que marcou a sua trajetória no hotel?

O episódio que mais marcou a minha carreira aconteceu na primeira metade do ano de 2001, quando, por uma demanda do Diretor Presidente, a empresa decidiu criar um modelo orçamentário em que se pudesse orçar e acompanhar todas as linhas de receitas e gastos dos hotéis.

Nesta época, eu ainda atuava como Chefe Financeiro na matriz, sem ter essa parte do orçamento sob minha responsabilidade. Porém, mesmo não sendo responsável por essa parte, eu fui questionado pelo Diretor Presidente se eu conseguiria montar um modelo que atendesse aquilo que a empresa estava buscando.

Exatamente neste período, eu estava finalizando minha primeira pós-graduação. Isso, somado ao fato de que sempre gostei muito desta parte orçamentária durante a minha graduação em Ciências Contábeis, fez com que eu juntasse o útil ao agradável, ou seja, fazer algo que eu gostava e, ao mesmo tempo, conseguir ser útil para a empresa, além das minhas responsabilidades diárias.

A consequência foi que eu montei um modelo que serve de base até hoje para os orçamentos anuais da empresa, podendo “mostrar serviço”, o que ajudou na minha promoção para o primeiro cargo de gerência.

Qual conselho você daria para alguém da área de finanças que gostaria de seguir carreira no setor hoteleiro?

O conselho na verdade não seria somente para as pessoas que atuam na área de finanças, mas sim para todo tipo de profissional. Se você tem interesse em crescer e assumir novos desafios, jamais se limite a fazer somente suas rotinas diárias. Isso é uma obrigação básica.

Quem busca o desenvolvimento contínuo precisa arrumar tempo e ter interesse para se atualizar e, em paralelo, se inteirar das rotinas que estão ligadas a toda a operação da empresa. Lembrando sempre que isso precisa ser feito por iniciativa própria do colaborador. O importante é mostrar interesse de crescer, ainda antes das oportunidades aparecerem.

São histórias como essa que fazem o Deville se orgulhar de estar cercado por profissionais competentes e qualificados para proporcionar o melhor aos nossos hóspedes.




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