O Dia Internacional da Mulher foi uma construção da luta feminina, foram inúmeros protestos e grupos femininos que foram às ruas para reivindicar melhores condições de trabalho. Desde o final do século 19, organizações femininas de movimentos operários protestavam em vários países da Europa e nos Estados Unidos contra as jornadas de trabalho de aproximadamente 15 horas diárias e os baixos salários introduzidos pela Revolução Industrial. Mas foi somente em 1945 que a Organização das Nações Unidas (ONU) assinou o primeiro acordo internacional que afirmava princípios de igualdade entre homens e mulheres. Nos anos 1960, o movimento feminista ganhou corpo e em 1975 comemorou-se oficialmente o Ano Internacional da Mulher. Finalmente, em 1977 o dia 8 de março foi reconhecido oficialmente pelas Nações Unidas. “O 8 de março deve ser visto como momento de mobilização para a conquista de direitos e para discutir as discriminações e violências morais, físicas e sexuais ainda sofridas pelas mulheres. Isso impede que retrocessos ameacem o que já foi alcançado em diversos países”, explica a professora Maria Célia Orlato Selem, mestre em Estudos Feministas pela Universidade de Brasília e doutoranda em História Cultural pela Universidade de Campinas (Unicamp), em entrevista ao portal educacional Nova Escola.

A luta da mulher na sociedade brasileira

No Brasil, as movimentações em prol dos direitos da mulher surgiram em meio aos grupos anarquistas do início do século 20, que buscavam, assim como nos demais países, melhores condições de trabalho e qualidade de vida. A luta feminina ganhou força com o movimento das sufragistas, nas décadas de 1920 e 30, que conseguiram o direito ao voto em 1932, na Constituição promulgada por Getúlio Vargas. A partir dos anos 1970 emergiram no país organizações que passaram a incluir na pauta das discussões a igualdade entre os gêneros, a sexualidade e a saúde da mulher. Em 1982, o feminismo passou a manter um diálogo importante com o Estado, com a criação do Conselho Estadual da Condição Feminina em São Paulo, e em 1985, com o aparecimento da primeira Delegacia Especializada da Mulher.

O empoderamento feminino na sociedade atual

Para a escritora e ativista política Bebeti do Amaral Gurgel, o verdadeiro empoderamento feminino é garantir o direito das mulheres no parlamento e no congresso. “As reivindicações para as causas das mulheres devem ser garantidas por lei”, completa. O papel da mulher na sociedade atual é lutar pelas mesmas condições no mercado de trabalho que os homens. “Precisamos ganhar a mesma coisa que o homem ganha, pela mesma função. Inclusive a nomenclatura dos cargos deve ser a mesma. Hoje, a mulher é secretaria e o homem é administrador e os dois fazem a mesma coisa”, conclui Bebeti.

Ser mulher na Rede Deville

A Rede Deville valoriza o trabalho da mulher e trata todos os seus colaboradores com respeito, ética e profissionalismo independentemente do sexo. A gerente comercial do Deville Prime Salvador, Sueli Fernandes, conta que trabalha no Deville há seis anos e sempre foi muito respeitada e valorizada como profissional, colaborando com a gestão da empresa sem preconceito ou qualquer tipo de discriminação. “Aqui em nossa unidade, 55% do quadro de colaboradores são mulheres e dos três postos de gerente (Geral/Manutenção/Comercial), uma é mulher”, acrescenta, satisfeita.




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