Institucional

Dia das Mães

Por admin em 3 de Maio de 2012

Amor de mãe é impossível imaginar. E explicar também é difícil. “É tão forte, tão intenso, o coração aperta só de pensar… Qualquer gripe é sinônimo de preocupação, qualquer febre já faz a gente se descabelar…”, conta Flávia Eloá, mãe de Anna Júlia, de seis anos. Daniela Prado, mãe de Francisco, de sete anos, e das gêmeas Victoria e Isabella, de três, se encanta com a capacidade imensa de amar, “Depois de uma noite inteira sem dormir, ainda achar lindo aquele sorriso pela manhã! Respirar fundo e contar até três, isso é ser mãe!”. Virgínia Fisbein traduz o seu amor por seus filhos em dedicação: “Meus filhos são grandes, mas nem por isso deixo de me preocupar diariamente com eles, com o que fazem, o que gostam de comer. Amo conversar e participar da vida deles”. Virgínia é mãe de Fernando, de 28 anos, Ricardo, de 24, e Patrícia, de 22. Ela conta que a experiência de ser mãe trouxe uma rotina totalmente nova: “A mudança radical é saber que um ser daquele tamanhico, depende totalmente da gente”, conta, “amamentar é uma coisa maravilhosa, um momento único, trocar, dar banho, fazer dormir, não dormir, nada é mais maravilhoso do que cheirinho de bebê”. Para Virgínia, ser mãe foi uma experiência única, e um pouquinho diferente do usual. Ricardo, seu filho do meio, nasceu com uma deficiência na mandíbula, que o impede de falar. A causa da síndrome ainda não foi descoberta, mas, de acordo com Virgínia, o próprio Ricardo a define com bom humor: “é a síndrome do Ricardo”. “O Ricardo é uma das minhas razões de viver, cada segundo de minha vida foi dedicado e pensado nele. Amor, comida, escola, amigos, tudo sempre foi muito difícil, e eu sempre quis tornar tudo fácil para ele”. Graças ao amor de Virgínia, Ricardo concluiu o 2º grau, começou a trabalhar aos 18 anos e hoje faz um curso técnico de WEB. “Agradeço a mim mesma todos os dias por ter sempre empurrado ele pra frente, pois ele é extremamente inteligente, consciente do que tem e sabe do que é capaz. Agradeço por ter meu Rick”, conta Virgínia. Foi esse poderoso amor de mãe que moveu também Flávia Eloá. Mãe solteira aos 22 anos, ela descobriu logo após o nascimento de Anna Júlia que a filha era cardiopata. A pequena possuía anomalias no coração que exigiam cuidados delicados. Depois de passar por uma cirurgia complicada logo após o parto, Anna Júlia ficou nove meses internada – sempre com Flávia ao seu lado. “Foi uma batalha e tanto, via amigas minhas, que estavam com os filhos há 3, 4, 5, 6 meses internados, perderem os seus bebês e ficava com muito medo de acontecer comigo”. Mas as meninas venceram, e Flávia encontrou nas dificuldades a sua vocação: “Por conta de tudo o que aconteceu comigo e com minha pequena, descobri o que eu realmente queria ser nessa vida e iniciei um curso de instrumentação cirúrgica aqui em São Paulo”. Hoje, a rotina de mãe e filha é um pouco diferente. Flávia visita a filha, que mora em Santa Catarina com os avós, sempre que pode, “Não é fácil viver longe, mas faço isso por um objetivo maior”. Assim como Flávia, Daniela também foi movida pelo objetivo de ser a melhor mãe que poderia ser. Seu primeiro filho, Francisco, nasceu quando ela tinha apenas 16 anos e estava solteira, “Foi um grande susto, algumas pessoas ao meu redor não aceitaram, principalmente a família. O que é o comum a uma jovem com esta idade”. Mas, logo, a preocupação deu lugar a algo mais forte, “Só podia pensar na vida que estava dentro de mim, comecei a amá-lo no mesmo instante em que soube, e não tinha dúvidas de que queria tê-lo”, conta Daniela, e completa, “Eu me descobri totalmente capaz de ser mãe e senti como tivesse sido um presente. Graças a Deus, eu pensei: ele é meu, esta dentro de mim, vai crescer e um dia vai ser um grande homem – e eu sou responsável por isso”. Daniela se casou três anos depois do nascimento de Francisco e logo engravidou das gêmeas Victoria e Isabella. A faculdade, que foi deixada para depois por causa da gravidez, começa nesse ano. Daniela não se arrepende de um passo sequer: “Vou dizer uma coisa: é preciso, fé em Deus, sabedoria, paciência e fôlego, muito fôlego! Não é fácil, é uma luta diária. Luta contra preguiça, contra o cansaço, mas vale a pena. Cada sorriso deles, os momentos que temos juntos como família, é uma delícia!” Esse amor, capaz de tudo e muito mais, só as mães podem entender. Flávia assegura:“Pras mães que estão planejando ter um filho ou esperando um bebê, eu sei que o que eu falar não vai ter muito sentido agora, mas quando seu filho nascer, você vai entender muito bem: um filho é LUZ!”. Virgínia também encontra em seus filhos a sua maior alegria, e conta: “A melhor parte de ser mãe é ver uma parte de você crescer , transformando-se numa pessoa muito melhor do que você, cheia de perspectivas, sonhos, desejos e conseguir realiza-los. As preocupações são as mesmas de todas as mães, querer que seus filhos sejam felizes”. Difícil de explicar; mas um amor tão forte é muito fácil de perceber.




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