Gastronomia

Tipos de vinho

Por Administrador em 9 de agosto de 2012

Vinho faz bem ao coração. Embora essa afirmação refira-se normalmente às propriedades antioxidantes, que previnem doenças cardiovasculares e são abundantes na bebida, é possível usá-la também para se referir ao coração semântico: aquele esculpido em árvores com inicias de casais apaixonados, que se despedaça por um amor não correspondido ou fica leve quando é sincero e generoso. O órgão que virou símbolo do amor não poderia encontrar aliado melhor. A bebida de sabor marcante também é intimamente ligada aos assuntos do coração, tanto por ser grande companheira em momentos tristes ou felizes, quanto por exigir entrega e dedicação, tal qual uma relação amorosa. Essa é uma daquelas histórias de amor – e qual não é? – que começa com uma atração e, quando se dá conta, se transformou em paixão arrebatadora. É duradoura, pois para chamar de “amor de verdade”, é preciso compreender o outro – desvendar seus segredos e reconhecer seus defeitos e qualidades – isso só o tempo permite. O tempo e a experiência, nesse caso. É praticando que os amantes da bebida aprendem a diferenciar um vinho do outro. “Não há como apressar esse aprendizado” afirma Edmundo Jinkings Jr, sommelier e proprietário da Loja de vinhos e Delikatessen Vinnea, localizada em Curitiba. Jinkings explica que para avaliar um vinho é preciso levar em consideração diversos fatores que influenciam o sabor, entre eles o tipo de uva, seu estado de maturação, o nível de amadurecimento e envelhecimento do vinho. “Mas no caminho do enófilo em busca de um maior conhecimento, o mais importante será sempre seu gosto pessoal”, ele alerta. Cada tipo de vinho tem suas especificidades e características. Os vinhos tintos, por exemplo, são feitos com uma enorme variedade de uvas, resultando desde vinhos leves e refrescantes até os mais densos e encorpados, de cor profunda e longa guarda. Segundo o sommelier, esse tipo de vinho é um bom acompanhante para comidas com sabor acentuado, como massas e carnes com molhos mais picantes, queijos fortes, vitelo, cordeiro, frango, carnes grelhadas, pizzas e pratos bastante condimentados. Os vinhos brancos, por sua vez, são fermentados sem a casca da uva, apresentando uma cor amarelada, com tons esverdeados e dourados. São elaborados com uvas não excessivamente maduras, visando conquistar um bom nível de acidez que resulta em frescor gustativo, ótima profundidade de aromas e inúmeros sabores. Combinam com carnes brancas, todos os tipos de peixe, peixes preparados com molhos mais leves e queijo de sabor mais suave, lagostas, camarão, canapés e sobremesas. De acordo com Jinkings, “além de acompanhar todos os pratos citados, ele ainda escolta com classe alguns pratos de massa. O importante é que o vinho valorize a refeição escolhida”. Já os espumantes são feitos de uvas brancas ou tintas e geralmente dão origem a vinho branco ou rosé com gás. O mais famoso leva o nome da na região onde é produzido: Champagne, na França. Este tipo de vinho vai bem com sushi, sashimi, caviar, salmão defumado, cozinha picante (mexicana,indiana, tailandesa), ostras, peixes defumados e mariscos. Por fim, os rosés, que ficam levemente tingidos porque a casca das uvas tintas é retirada no meio do processo de vinificação, e os fortificados com adição de álcool, maior durabilidade e mais doces. Para se tornar um connaisseur é preciso saber que não existem regras rígidas na hora de degustar os vinhos, mas algumas dicas dos manuais são realmente válidas. Dizer, por exemplo, que os vinhos tintos só podem ser servidos em temperatura ambiente não é muito adequado no nosso Brasil tropical, ou seja, vale desobedecer à regra e refrescar por alguns minutos o vinho no refrigerador (nunca no freezer ou congelador). Mexer o vinho e usar sempre a taça correta não são rituais injustificáveis: ao fazer os movimentos circulares com a taça, a bebida é oxigenada e seu aroma fica mais apurado (mas se a garrafa estiver aberta sobre a mesa, isso é desnecessário). As taças apropriadas têm haste e bojo para impedir que o calor das mãos altere o sabor do vinho. Ela é sempre incolor para que se possa observar a tonalidade da bebida, a cor revela a idade do vinho: o vermelho rubi, bem vivo, mostra que o vinho é jovem, vinhos envelhecidos são mais escuros, quase acastanhados.




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