Depois de o champignon conquistar seu espaço na mesa do brasileiro, outros cogumelos passaram a ser utilizados na culinária nacional. Entre os motivos para caírem no gosto da nação está o fato de aceitarem facilmente sabor e poderem ser estocados por longa data. Nicolas Ferreira Rodrigues, docente de gastronomia do Senac Aclimação, em São Paulo (SP), cita os cogumelos shimeji, shitake, portobello e naméko como alguns dos mais consumidos no Brasil e mais utilizados na gastronomia local. Têm também o chileno funghi secchi e o pleurotus na versão desidratada – atualmente bastante presentes no cardápio dos brasileiros, devido ao extenso prazo de validade. “Você consegue guardar no estoque e quando precisa fazer um prato rápido, pode utilizá-los para cozinhar um risoto ou um molho e fazer sucesso”, explica o professor. Outra importante característica é a facilidade com que essesJN0-541 cogumelos absorvem sabor. Conforme explica Nicolas, eles têm um gosto e textura peculiar, mas também ficam saborosos se forem temperados com shoyo, saquê, manteiga e outros condimentos. Hoje em dia, os cogumelos são mais explorados por aqui porque estão mais acessíveis e em conta. Antigamente, poucas pessoas trabalhavam com a revenda e a produção desses alimentos, dificultando a comercialização em larga escala. Com a propagação dos restaurantes japoneses nos últimos anos, as pessoas começam a experimentar mais e alguns enxergaram como uma boa oportunidade distribuí-los no mercado nacional. Nicolas diz que os asiáticos foram os primeiros a introduzir esses ingredientes na sua culinária. Lá, os cogumelos são muito consumidos até hoje. Segundo ele, no Brasil, há quem já tenha começado a utilizar cogumelos originais da Amazônia na cozinha, mas poucos conhecem ou sabem da existência desses produtos. Por isso, são difíceis de encontrar. “Teve um rapaz que trouxe para vender, mas esses ingredientes ainda não têm nome e nem estão catalogados. Não tem oferta para que sejam utilizados em larga escala. No mercado, eles querem vender o que vende. Pesquisas mostram que irá se produzir e ofertar o que é consumido”, acrescenta. Nessa perspectiva, os cogumelos mais delicados e de consumo rápido perdem seu espaço nas prateleiras do mercado, pois nem sempre são vendidos no prazo necessário. Esses cogumelos mais frágeis acabam por ser utilizados em restaurantes que oferecem pratos inusitados, pois podem dar preferência para ingredientes excepcionais e facilmente perecíveis, em busca de apresentar uma novidade no cardápio. E o consumidor irá pagar mais por essa iguaria. Em produções de larga escala, as pessoas irão optar por produtos3101 mais duráveis, versáteis e baratos. De acordo com Nicolas, se souberem onde e tiverem vontade de procurar, vão encontrar cogumelos a preços bem acessíveis – como o shimeji que chega a ser vendido por R$ 2 a caixa, na Liberdade, em São Paulo. O mesmo alimento pode custar até o triplo do valor em um supermercado. Porém, o professor lembra que no valor vai embutido à comodidade e facilidade de compra proporcionados por esses estabelecimentos.




Veja também

Quais são os lugares do Brasil mais visitados por turistas estrangeiros?

Novas receitas Deville: Pizza à Moda do Chef no Deville Business Maringá

Reserva online