Arrume as malas e venha conferir nossa conta de quanto sai para realizar esse sonho O sonho é antigo e habita nosso subconsciente desde que somos crianças. Conhecer o mundo inteiro em uma viagem só pode até parecer uma fantasia irreal ou um devaneio exclusivo de turistas excêntricos, mas a realidade é que dar a volta ao globo é um sonho cada vez mais possível. E os custos podem não ser assim tão exorbitantes quanto você pensa.

Quais serão os meus gastos?

Passagens aéreas

O primeiro passo ao decidir embarcar nessa aventura é definir quais países você deseja visitar. É claro que é (quase) impossível visitar as 193 nações reconhecidas pela ONU de uma só vez, por isso optar pelos destinos que mais lhe agradam é um recorte fundamental no seu planejamento. Para ajudar nessa tarefa, você pode recorrer às alianças entre empresas aéreas, que disponibilizam passagens de volta ao mundo (ou “round the world ticket”, se você for pesquisar em inglês). Com esse bilhete, você pode reservar todos os voos da sua viagem com antecedência a um preço fixo válido por até um ano. É preciso seguir uma série de regras, como apenas cruzar o Oceano Atlântico uma vez ou respeitar o número máximo de 16 trechos. Mesmo assim, a economia no final das contas vale a pena em comparação com a compra separada dos tickets: as passagens nesse estilo costumam custar aproximadamente 5 mil dólares (18,2 mil reais), variando de acordo com os destinos escolhidos e a antecedência da compra.

Hospedagem

O segundo maior gasto em qualquer tipo de viagem costuma ser a hospedagem. No caso da sua tão sonhada jornada ao redor do planeta, dependerá de três fatores principais: a duração total da viagem, o estilo de hospedagem e os lugares que você for visitar. Afinal, uma diária no Ritz, em Londres, custa 660 libras (3,3 mil reais), enquanto o pernoite em um hostel de qualidade questionável em Jaipur, Índia, sai por 120 rúpias (6,50 reais). Imaginando que você não vá se hospedar como um marajá na capital inglesa nem como um estudante sem dinheiro para a passagem de volta no interior indiano, seu gasto médio ficará entre esses dois extremos. Tenha em mente que hotéis em cidades de grande apelo turístico como Veneza, Nova York ou Paris, por exemplo, são mais caros que a média mundial. Por outro lado, é possível encontrar barganhas imperdíveis em locais menos visados ou com um custo de vida mais baixo, como no Sudeste Asiático ou na América Latina, por exemplo. Uma dica bacana para unir despesas e conforto é revezar hospedagens mais luxuosas com alternativas um pouco mais em conta. Dessa forma, você mantém uma média ao longo da viagem. De forma geral, é possível encontrar hotéis 3 estrelas bem localizados e com certo conforto por cerca de 300 reais a diária para casal em praticamente qualquer lugar no mundo. Caso sua super viagem ao redor do mundo dure 2 meses, por exemplo, reserve cerca de 18 mil reais para acomodação do casal.

Alimentação

O mesmo se aplica às suas despesas relativas à alimentação. O primeiro passo é prestar atenção se o seu hostel, hotel, pousada, Airbnb etc disponibiliza café da manhã incluso na diária. Se sim, aproveite! Se não, lembre-se de passar numa padaria ou supermercado na noite anterior para garantir o seu desjejum do dia seguinte e começar o dia bem alimentado. Novamente, os valores variam muito de acordo com os seus gostos e o lugar onde você está. De qualquer forma, é prudente estabelecer uma média de gastos diária para você não se perder nas contas, ainda mais se sua viagem durar diversas semanas. Nos destinos nem tão caros nem tão baratos, é possível computar 10 dólares para o almoço, 15 para o jantar e 5 para extras, como um sorvetinho após o almoço ou uma cerveja no fim da tarde, somando o equivalente a aproximadamente 108 reais por pessoa por dia.

Passeios, compras e mais extras

Mas viajar é muito mais do que apenas se locomover, dormir e comer, não é mesmo? Todos os museus que você visitar, os souvenirs que você comprar e as corridas de Uber para voltar ao hotel no fim da noite também entram na conta. O ideal (e isso vale para todos os tópicos deste texto) é pesquisar muito antes de por o pé na estrada. No primeiro domingo de cada mês, por exemplo, a entrada no Museu do Louvre, em Paris, é de graça – e você economiza os 15 euros (64 reais) que pagaria em um dia normal. O mesmo acontece no transporte público: muitas cidades – principalmente nos países desenvolvidos – oferecem passes ilimitados para 1, 3 ou 7 dias, que podem ser uma ótima sugestão caso seu hotel esteja perto de um ponto de ônibus ou estação de metrô – sem falar na economia com Uber, táxi e afins. Não é fácil calcular uma média para esses itens, por isso sugerimos que você mesmo estipule os gastos segundo o seu estilo de viagem. Se planeja fazer uma compra grande (como um iPhone novo, por exemplo), separe uma verba específica para isso. No geral, imagine que pelo menos uns 10 dólares por dia você deve gastar em transporte, e outros 20 para entradas em atrações turísticas ou uma comprinha aqui e ali, somando pouco mais de 100 reais diários.

No final das contas…

Ninguém disse que uma volta ao mundo seria exatamente barata, mas com muita pesquisa e um planejamento realista, é possível realizar esse sonho! Tenha em mente que nossos cálculos se basearam em despesas médias em todas as categorias – ou seja, é possível reduzir este valor até pela metade em todos os campos, exceto a passagem aérea, para uma aventura mais econômica. Levando em conta as estimativas que fizemos nos tópicos acima, uma viagem de volta ao mundo com a duração de 2 meses custaria cerca de 39.680 reais por pessoa (18.200 reais com passagens + 9 mil com acomodação + 6.480 com refeições + 6.000 com extras). À primeira vista pode parecer muito, mas esse valor é equivalente ao de um carro popular no Brasil. Será que não é uma boa troca?




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