Estilo de Vida

Quando os jogos atrapalham

Por admin em 13 de junho de 2014

 Junto aos telefones celulares surgiram os jogos para dispositivos móveis. Agora, não é preciso esperar para passar daquela fase de Candy Crush só quando acessar o computador, pois os games estão à disposição enquanto o smartphone estiver com bateria. Embora sejam uma boa forma de entretenimento para os momentos de espera do ônibus, do avião ou no atendimento médico, quando jogados em excesso, podem se tornar uma compulsão e atrapalhar o relacionamento e até o trabalho dos seus adeptos.

Para saber se passou dos limites é preciso observar se o usuário tem deixado de realizar atividades básicas da rotina para continuar a jogar, como comer e dormir. Em casos mais avançados, chega a atrapalhar no desempenho de suas funções no trabalho, na escola e por aí vai. Ou seja, quem faz o uso excessivo de algo, torna-se um compulsivo. E, nesse caso, a compulsão é por tecnologia. O Núcleo de Pesquisa da Psicologia em Informática da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) dedica-se a estimular a pesquisa sobre temas referente aos tipos de usos, riscos e benefícios gerados pela difusão das comunicações mediadas pela internet, como divulgado no site da instituição. Os psicólogos do núcleo também desenvolvem um trabalho de orientação on-line com pessoas que apresentam tal compulsão. A psicóloga Ana Luiza Mano é uma das integrantes da equipe e, segundo ela, a compulsão aparece motivada por outro problema que, muitas vezes, não é evidente para a pessoa. “Ou seja, cada indivíduo têm um motivo para ser compulsivo”, declara. Geralmente, as pessoas procuram o núcleo quando percebem por conta própria que o hábito não é mais saudável ou ao receberem um toque de alguém. Mas como a compulsão é a consequência de outro problema, a boa notícia é que para romper com o hábito compulsivo não é preciso parar de jogar. Conforme explica a psicóloga, a pessoa deve, após concluir que não está bem, primeiro procurar ajuda e, enquanto trabalha para descobrir a razão da compulsão, estabelecer períodos para jogar. Para os pais com filhos compulsivos por tecnologia, a ideia é trabalhar com limites, dosando o tempo entre os jogos e a realização de outras atividades, e tentar cumprir com o acordo. Autoanálise Como muitas vezes as pessoas não chegam sozinhas à conclusão de que apresentam um hábito compulsivo, a autoanálise será necessária para confirmar se é hora de buscar ajuda. Se, ao sair em grupo, ao invés de conversar continuar jogando, pode ser um indicativo da compulsão. Embora o tempo gasto jogando não seja um critério para estabelecer se alguém passou dos limites, outros eventos também devem ser levados em consideração nessa avaliação. Uma forma de encontrar auxílio para resolver o problema é a orientação on-line. O próprio núcleo presta atendimento por e-mail para atender pessoas com dificuldade para estabelecer limites ao jogar e encaminhá-las para o tratamento certo ao descobrir o motivo da compulsão. A orientação é gratuita, feita em sigilo, e pode ser realizada no link: http://www.pucsp.br/nppi/index.html.




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