Estilo de Vida

Os dois lados do estresse

Por admin em 11 de novembro de 2013

O estresse se tornou uma constante no mundo corporativo. Grandes volumes de trabalho, viagens e prazos curtos só contribuem para que o nervosismo ataque cada vez com mais força. A dica, entretanto, é ficar atento, pois muitas vezes o estresse tem seu lado positivo. A psicóloga e presidente da International Stress Management Association do Brasil (ISMA-BR), Ana Maria Rossi, explica que o estresse em si não é nem positivo nem negativo. “Ele é um estímulo que causa uma adaptação. A situação em si vai se tornar positiva ou negativa de acordo com a maneira que a pessoa interpreta”, diz. Por isso, o que para alguns causa o estresse negativo, chamado de distresse, e que causa intimidação e tendência à fuga, pode causar, para outros, motivação e energia, derivadas do estresse positivo ou eustresse. Reações Fisiologicamente, os dois causam o mesmo tipo de reação. A frequência cardíaca se altera, a tensão muscular aumenta e o ritmo da respiração se modifica. As diferenças são em nível mental e psicológico. “O positivo traz euforia, já o negativo traz dor e depressão. Entretanto, o excesso de ambos pode causar até mesmo a morte prematura”, afirma Ana Maria. Conhecendo seus limites Para controlar o estresse, é necessário se autoconhecer. “É importante saber qual é a frequência cardíaca, pressão arterial e número de respirações por minuto normais. A partir dessa base é possível saber se a pessoa está fora do eixo de equilíbrio”, diz. Ter técnicas eficientes para se acalmar também é uma boa dica. A psicóloga destaca que, em geral, a respiração abdominal funciona bem. Segundo ela, a maior parte das pessoas não respira adequadamente, o que acaba perpetuando a tensão. Com essa técnica, que infla a barriga no lugar do peito, o relaxamento vem mais rápido. Fique atento aos sintomas Além das alterações físicas, a pessoa estressada pode sofrer com azia, úlcera e ter o sono desregulado. Já os sintomas mentais são a ansiedade, a irritação e a falta de concentração. Contudo, é importante ficar atento aos reflexos comportamentais. Ana Maria destaca que alguns podem ser positivos, como a pessoa sair de casa para fazer uma caminhada, mas outros, como o uso de medicamentos prescritos, álcool e comida como paliativo, devem chamar a atenção.




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