Estilo de Vida

Intercâmbio

Por admin em 16 de agosto de 2011

Do aprendizado da língua ao amadurecimento proporcionado pela vivência no exterior, são muitas as vantagens que um intercambista traz na bagagem na volta pra casa. Além do crescimento pessoal, quem faz intercâmbio conta com um trunfo importante para a carreira. O mercado de trabalho está de olho em quem tem alguma experiência internacional no currículo. Afinal, além da fluência em outra língua, quem passa por um intercâmbio mostra flexibilidade, responsabilidade e boa vontade para aceitar desafios. Características interessantíssimas para as empresas. Como escolher o programa mais vantajoso para a sua carreira? A dica é avaliar o seu perfil, sua situação atual, seu orçamento e objetivos. Se você está cursando a graduação e tem poucos recursos, os programas de trabalho de férias nos Estados Unidos podem ser a melhor opção. Se já está formado, pode escolher programas mais voltados para a carreira, como conta Cyro Picchi, sócio-diretor da IE Intercâmbio: “um exemplo é o programa de Empreendedorismo IE Califórnia, que consiste em 10 semanas de estágio em grandes empresas do estado e o participante ainda conta com diversas palestras e work shops com professores das universidades de Stanford e UC Berkeley”. De acordo com Cyro, todos os programas de intercâmbio têm um bom retorno, mas programas específicos como inglês para negócios ou programas de trainee estão entre os mais procurados. Profissionais que já estão empregados também podem realizar cursos de idiomas com duração de um mês, feitos durante suas férias. Alguns destinos permitem que as aulas da língua falada no país sejam combinadas com aprendizados específicos, como culinária, arte, cinema, entre outros. Hoje a maioria das empresas exige um bom nível de inglês e as demais línguas são vistas como diferencial. A hora certa de viajar Cyro Picchi explica que não há limite de idade para embarcar: existem programas específicos para cada faixa etária, começando aos 12 anos e passando dos 50. Se o interesse surge durante o ensino médio, existem programas de High School no exterior. Durante a faculdade, é possível trabalhar durante as férias, fazer estágios ou até cursar alguns meses em uma universidade estrangeira. Muitas pessoas preferem viajar logo após a graduação, antes de entrar no mercado de trabalho. O primeiro emprego fica para depois, mas o candidato acrescenta uma experiência importante ao currículo que facilita a contratação na volta. Objetivos diferentes, países diferentes Aprimorar o francês em um estágio na França? Ou estudar inglês para negócios na Irlanda, trabalhando em hotéis ou restaurantes para se manter no país? Depende do seu objetivo. O orçamento também é um fator decisivo. Uma viagem a Buenos Aires pode sair bem mais em conta do que a Espanha e trazer os mesmos benefícios. Cyro conta que os gostos pessoais também são fatores decisivos na hora da escolha: “tem gente que é mais ligada aos esportes radicais, então as opções são a África do Sul, Nova Zelândia e Austrália. Outras querem algo mais cultural, como a Europa”. Muitas pessoas ainda levam em conta os depoimentos de conhecidos que já viajaram e podem fornecer informações importantes sobre a experiência. Mas lembre-se, cada intercambista vive a viagem de uma maneira diferente, evite decidir apenas com base na opinião dos outros. Planejamento com antecedência Como o investimento costuma ser significativo, é preciso começar a organizar o intercâmbio com alguma antecedência. Cyro conta que os programas podem custar de dois a dez mil reais, dependendo do país e da modalidade, e dá a dica: “o ideal são três meses de antecedência ou mais para poder preparar tudo”. O cuidado evita contratempos e permite que o candidato tome providências como vistos e vacinas, quando necessário, sem pressa. Se você trabalha ou estuda, também é necessário planejar seu período de ausência. Se você está em uma universidade, pode ser necessário trancar o curso ou tomar providências junto à universidade para oficializar o intercâmbio. Se trabalha, deve definir o seu período de férias. Algumas pessoas optam também por sair do emprego para passar uma temporada no exterior. Em todos os casos, é importante lembrar que a viagem deve contribuir para o seu crescimento profissional. Por isso, se você sente que esse não é o momento de deixar o país, contenha-se e planeje um pouco mais. Pode ser mais vantajoso continuar no Brasil e garantir um emprego que proporcione condições melhores para viajar mais tarde, por exemplo. Intercâmbio de trabalho Alguns programas permitem que o viajante trabalhe durante sua estada no exterior. É o caso do Work n’ Travel, ou trabalho remunerado de férias nos Estados Unidos. Para realizar este programa é necessário ser universitário e ter entre 18 e 29 anos. A viagem é feita durante as férias de final de ano e os participantes trabalham em hotéis, lojas, cassinos, mercados e estações de esqui. Este costuma ser o programa de intercâmbio com melhor custo benefício, pois o participante recebe salário enquanto está no exterior. As empresas de intercâmbio têm disponibilizado também outros destinos, como França e Argentina. Já os programas de estágio ou trainee exigem um nível mais avançado da língua. É preciso ser universitário ou ter experiência na área. O programa dura mais tempo e o participante pode ou não receber remuneração. Também é possível realizar um programa que combina um curso de idiomas e trabalho remunerado. Os destinos são principalmente os países que permitem que estudantes estrangeiros trabalhem durante sua permanência no país, como a Irlanda, Inglaterra, Austrália e Canadá. Com um visto especial, o intercambista pode intercalar as aulas com um limite de horas de trabalho durante a semana. Os processos de seleção incluem a análise do currículo e entrevistas com as empresas. Os candidatos podem optar por receber ajuda na procura pelo emprego ou por conseguir a vaga por conta própria, o que pode sair mais em conta. A acomodação pode ser definida antes de embarcar, mas o candidato fica livre, na maioria dos casos, para encontrar hospedagem no país. Intercâmbio de estudo Para os programas de estudo, os investimentos costumam ser um pouco maiores, pois na maioria dos destinos não é permitido que o viajante trabalhe para se sustentar. Estes programas também exigem um nível mais avançado da língua nativa do país. O leque de destinos para os estudos é maior, incluindo países como Estados Unidos, Inglaterra, Canadá, entre outros. É preciso levar em conta que curso o candidato deseja fazer e onde ele está disponível, além dos fatores como o orçamento e a possibilidade de reconhecimento desse curso no Brasil. Agradecimentos: Cyro Picchi, sócio diretor da IE Intercâmbio Sobre a IE Intercâmbio – Curitiba: Com 13 anos no mercado e 37 agências no Brasil, a IE Intercâmbio é a agência brasileira pioneira em trabalho no exterior. Em Curitiba, a franquia chega capitaneada pelos gêmeos Cyro e Tadeu Picchi, que, com dez anos de experiência na área, abrem sua terceira franquia, investindo no potencial da cidade e apostando na expansão da rede IE para o sul do país.




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