Pesquisas realizadas por instituições como o Google atestam a importância de uma empresa marcar presença no campo digital utilizando as ferramentas corretas. Segundos estudos, as impressões coletadas pelas pessoas por meio dos canais digitais da companhia são mais eficazes do que os anúncios feitos no plano real. Voltar os esforços para criar uma experiência relevante e transparente para o cliente, ao construir o portfólio da empresa, resultará em engajamento por parte do consumidor e em benefícios para a companhia. Quem faz a afirmação dos parágrafos acima é Leonardo Serna, diretor de estratégia e do departamento digital da Ana Couto Branding. “Quando uma empresa pensa na sua presença digital, ela abre um canal de possibilidades muito maior do que propor somente um folder eletrônico. Ali será um espaço para as pessoas interessadas na companhia encontrarem informação e se comunicarem com ela”, diz. Antes de entrar na internet e montar um site ou portfólio, é preciso saber com quem a instituição pretende conversar e quais sãos os grupos dispostos a acessar qualquer página criada pela empresa, indica o diretor. Nessa etapa, é necessário assumir o papel de um antropólogo e se colocar no lugar dos clientes da marca. Entender quais são os valores e benefícios prioritários na mente do consumidor dos produtos e/ou serviços oferecidos pela empresa. “Essa é uma onda do Branding. Além de simplesmente divulgar a marca, é preciso fazer algo para alguém. É sempre colocar o consumidor no centro de tudo, pensando na pessoa que irá entrar no seu portfólio e tentar responder o que ela quer”, acrescenta Serna. Conforme explica, há empresas que mostram como é possível se tornar relevante no meio digital. “Há marcas consolidadas na internet, que só de ver a cara e a forma do site, mesmo tampando o logo, é fácil saber qual é a companhia. Elas usam uma linguagem verbal e visual capaz de se comunicar e se engajar com as pessoas”, declara. Simples, conciso e direto Após descobrir as expectativas do público-alvo, a empresa deve estabelecer um padrão de comunicação que seja claro, direto e relevante, por meio de uma linguagem fácil e acessível. Jargões técnicos, que dificultam o entendimento, precisam ser evitados, afirma o diretor.  A ideia é proporcionar comodidade e simplicidade à experiência do cliente ao navegar pelo portfólio. O infográfico é um dos recursos destacado por Serna, devido ao fato de facilitar o entendimento sobre determino conteúdo. “Os infográficos transformam dados duros em informação palatáveis, além de serem bonitos e interessantes. Muitas pessoas têm memória visual  e, por meio deles, podem assimilar conteúdos com mais facilidade”, diz. Na hora de comunicar, vale usar a criatividade para tentar se destacar e trazer novidades em um tempo em que as pessoas recebem informações a todo instante. O diretor afirma que após o Twitter, uma mídia social onde prevalece os textos curtos, as pessoas não querem mais perder tempo com a rolagem do scroll do mouse. “Em épocas de information overload [ou sobrecarga de informação], a informação é como se fosse uma mangueira de bombeiro virada para a nossa face incessantemente. As pessoas não têm tempo para gastar com um só conteúdo”, diz. Outra marca que mudou a forma de se comunicar na internet foi a Apple. Serna conta que a partir de 2007 a empresa mostrou como falar menos sobre o próprio produto e mais sobre os benefícios oferecidos aos consumidores. “Vivemos um tempo de transição. As empresas pensam em fazer um conteúdo voltado às pessoas e menos autocentrado, tentando ser mais amigável e relevante no mercado, ao entregar no digital uma experiência para ressaltar os mesmos atributos da empresa no mundo real “, declara.




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