Seja qual for a função ou o cargo, todos os trabalhadores correm risco de sofrer alguma lesão no ambiente profissional. Para prevenir ou corrigir a ocorrência de doenças e síndromes relacionadas ao trabalho, existe a ergonomia, uma ciência multidisciplinar que tem como finalidade garantir mais conforto, segurança e eficiência em qualquer atividade exercida pelo homem. Anatomia, fisiologia, antropometria, psicologia, engenharia, desenho industrial, informática e administração são algumas das áreas envolvidas na disciplina voltada a estudar o homem e o seu trabalho, equipamentos e meio ambiente. O assunto é tão importante que existe até Lei Federal publicada para exigir a aplicação dos princípios da ergonomia nas estações de trabalho, afirma o engenheiro e coordenador de produção da ASE Mundoergonomia, Osny Telles Orselli. E apesar de a legislação prever que as empresas ofereçam os equipamentos e materiais necessários para assegurar a segurança e bom desempenho dos trabalhadores, outros fatores também são levados em conta para manter a qualidade de vida dos funcionários. “Ergonomia não é só cadeira e roupas adequadas, mas iluminação, barulho, estresse e outros fatores. A ergonomia evita que as pessoas fiquem cansadas. Por exemplo, ela preconiza que a luz no ambiente seja indireta, para não haver exaustão da vista”, diz. Quando a empresa decide seguir as normas ergonômicas em seus espaços, o feito pode ser realizado de quatro diferentes formas:  por correção, concepção, conscientização e participação. Se a busca é para solucionar um problema já ocorrido, a ergonomia será de correção. Esse é o meio mais caro e limitado, pois vários elementos nos ambientes profissionais precisarão passar por modificações ou serem ajustados, explica Orselli. Na ergonomia de concepção, as regras ergonômicas são previstas ainda na fase do projeto de criação do posto de trabalho. Na ergonomia de conscientização, os trabalhadores em geral são ensinados a desfrutar dos benefícios do ambiente da empresa, entre eles: fazer o uso adequado das ferramentas e mobiliários, participar de programas de ginástica laboral oferecidos pela companhia e manter a postura correta. “A ergonomia de conscientização é fundamental para a obtenção dos objetivos propostos pelo projeto ergonômico, pois é pela realização de treinamento, palestras, cursos de aprimoramento e atualização constante que é possível educar o funcionário acerca dos meios de trabalho menos prejudiciais para a saúde individual e mostrar os benefícios das propostas ergonômicas para a saúde da coletividade”, afirma o engenheiro. Já na ergonomia participativa, um Comitê Interno de Ergonomia (CIE) é formado entre os funcionários da companhia para estimular a aplicação constante da conscientização e para implementar a ergonomia de concepção ou correção. De acordo com Osny, não só o bem-estar dos funcionários é garantido quando as empresas cumprem as exigências ergonômicas, mas há também impactos sentindo nas finanças, pois os trabalhadores são mais produtivos, incrementando os lucros, e os gastos com indenizações, processos e correções são reduzidos ou até eliminados.




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