Para superar as diferenças e evitar possíveis conflitos entre gerações no ambiente profissional é preciso haver respeito e união. Quando X e Y baixam a guarda e resolvem aproveitar o que de melhor cada uma tem para oferecer, não só a empresa cresce, mas o profissional também. A diferença entra as duas gerações atuantes no mercado hoje em dia é clara. Enquanto o pessoal da Y é bom para trabalhar com a diversidade e é flexível, sem preconceitos e multifuncionais, os profissionais da X são mais reservados, formais e fiéis à empresa. Moram aí as razões por que as duas se desentendem quando passam a conviver no ambiente profissional. E como a Y é mais ansiosa e tem muita pressa para crescer na carreira, quando não está satisfeita, resolve trocar de empresa sem nenhum remorso. A consultora na área de negócios e PHD em administração pela Florida Christian University, Margareth Bianchini, diz que a geração Y tem a necessidade de ser promovida rapidamente e que a X apresenta certa resistência a essa urgência dos mais jovens. Por isso, os profissionais mais novos mudam de emprego a qualquer momento. Como essa rotatividade não é benéfica para a empresa na maior parte dos casos, a forma como os mais experientes podem conquistar o apreço dos jovens é por meio de muito diálogo, conversa e explicação. Segundo Margareth, a geração Y tem muita vontade de inovar e quando é barrada pela X pode se sentir frustrada. Ela também necessita saber que existe a possibilidade de crescer dentro da empresa. “O Y precisa saber o porquê do não. Já o X vem da prática do obedecer sem questionar. Se não tem um diálogo claro, o Y vai embora para outra empresa e os profissionais da X precisam reter talentos. Como fazer isso? Proporcionado desafios intelectuais para eles e ajudando-os a ter novas aprendizagens. E se o Y for humilde de entender que se ele escutar um pouco mais será benéfico para ambos, essa vai ser uma parceria perfeita”, diz. Cabe aos profissionais mais velhos, também, aproveitar as novidades trazidas pelos mais novos, principalmente em relação à tecnologia, redes sociais e inovações apresentadas no meio acadêmico. “Tratar o Y como amigo e não inimigo. Pensar que seus colaboradores mais jovens não são seus filhos e evitar a fala de pai e mãe. Mostrar para ele que se errar ou acertar, o X estará ali para dar a mão e auxiliar na construção da sua carreira”, acrescenta a consultora. De acordo com Margareth, é preciso deixar de lado o estereótipo criado sobre a geração Y, de serem pessoas difíceis, e respeitar as características dos jovens, da mesma forma como a Y deve fazer o mesmo. “A X está mais aberta em relação a Y e já melhorou muito. Se ambas promoverem o respeito mútuo, todos ganham”, declara.




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