Você está jantando com a família e lembra que precisa mandar um e-mail de trabalho. “Serão só alguns minutos, o celular está na mão, não custa nada…” Em outro momento, no cinema com seu filho, chega um whatsapp do seu chefe. “Preciso responder, você entende, não é?” O filho pode até entender. Talvez a família também. Mas já pensou quais as consequências para sua vida e sua saúde de estar ligado no trabalho o tempo todo? Para José Roberto Marques, master coach sênior e presidente do Instituto Brasileiro de Coaching, podem ser muitas. “Um profissional que não tem uma vida equilibrada tem uma propensão maior ao estresse, cansaço, síndrome de Burnout (condição de estresse ligada ao trabalho), dores no estômago, problemas cardíacos, transtornos alimentares, insônia, entre outros. Além disso, vejo uma falta de satisfação, de realização, por parte das pessoas que enfrentam esse desequilíbrio. Marques lembra que vida profissional e pessoal caminham juntas. “Não há como desvincular uma da outra. Quando algo não está bem em uma das áreas, a outra tende a também não ir por um bom caminho”. E mais, nossos objetivos, sejam pessoais ou profissionais, só são alcançados com assertividade e rapidez, quando há equilíbrio em nossas vidas. “A satisfação só é plena se os objetivos de vida pessoal e profissional são conquistados juntos”, diz. Para não cair na armadilha de viver o tempo todo para a vida profissional, ele recomenda planejamento e organização. “É preciso ter em mente que você tem que dividir seu dia, sua semana, seu mês, entre obrigações profissionais e atividades pessoais. Desde uma sessão de cinema, a leitura de um livro, viagens, jantares em família, o futebol com os amigos, salão de beleza, atividades físicas, consultas médicas”, exemplifica. E curtir os momentos de folga com qualidade não é bom apenas para sua vida pessoal. “Esses momentos de lazer contribuem de forma significativa para a produtividade e performance do profissional, no sentido de oferecer um descanso físico e mental, que auxilia no desempenho no trabalho do decorrer da semana”, garante o coach.

Driblando a tecnologia

Já foi mais fácil fazer essa separação. Antigamente era só sair da empresa e o tempo pertencia a você. Hoje, com as tecnologias que nos alcançam em qualquer lugar e a qualquer hora, facilmente um momento de lazer é invadido. Se não desconectarmos corremos o risco de viver para o trabalho. A única pessoa que pode colocar um limite na comunicação fora de hora é você. “A não ser que o profissional esteja em um projeto que exija agilidade de informações, ou que ocupe um cargo na área de saúde, por exemplo, é importante que ele determine horários para atender aos chamados. Aquela checada no e-mail corporativo também deve ser feita de forma comedida”, sugere Marques.

Quando você é o chefe

Se você é o superior, lembre-se que é importante respeitar os horários do subordinado. Só entre em contato fora do expediente em caso de urgência. Também há casos em que o chefe manda uma mensagem apenas por se lembrar do assunto naquele momento. Nesses casos, é importante deixar claro na mensagem o motivo da atitude, por exemplo: “Estou me lembrando disso, não precisa me responder agora” ou “me responda amanhã no horário do expediente”. De qualquer forma, use o bom senso, afinal o profissional vai dedicar um tempo para ler a mensagem fora do expediente.

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